Alterações climáticas: consulta pública do programa de ação termina hoje

O Programa de Ação para a Adaptação às Alterações Climáticas está em consulta pública até hoje. Tem nove linhas de ação, para as quais estarão disponíveis pelo menos 372 milhões de euros.

O Programa de Ação para a Adaptação às Alterações Climáticas, chamado P-3AC, está em consulta pública até hoje, 28 de novembro. Neste documento, pode ser contemplando nove linhas de ação, para as quais estarão disponíveis pelo menos 372 milhões de euros.

O programa, que foi anunciado em outubro, é uma forma de abrir a discussão à sociedade civil e tem como objetivo levar a medidas de adaptação e identificação de ações para reduzir a vulnerabilidade de Portugal face às alterações climáticas.

As linhas de ação para o combate às alterações climáticas vão desde a prevenção de incêndios florestais à melhoria da qualidade do solo, da gestão da água à redução das vulnerabilidades das cidades ao calor.

O Programa contém também medidas para aumentar a resistência dos ecossistemas, espécies e habitats aos efeitos das alterações climáticas, e para regular a temperatura em espaços urbanos, criando por exemplo zonas de sombreamento (árvores, palas e toldos) e refrigeração, incluindo em infraestruturas de transporte urbano.

Entre as medidas estão ainda ações para melhorar o conhecimento sobre alterações climáticas, e sensibilizar e mobilizar os cidadãos para o problema.

Com as alterações climáticas já a fazerem-se sentir, o documento lembra-nos que as temperaturas médias são hoje superiores aos valores médios do passado, e que há uma tendência desde os anos 80 para menos chuva.

“Os custos da inação face aos impactos das alterações climáticas no nosso país são muito elevados. Como referência de valores associados a eventos climáticos, existem estimativas que apontam para 60-140 milhões de euros de custos anuais associados aos incêndios rurais”, sem contar com os grandes incêndios do ano passado, lê-se no documento, que acrescenta ainda que a seca de 2005 custou 290 milhões de euros e que a seca de 2012 custou mais 200 milhões.

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