Alterações climáticas: Governo tem 1,3 milhões de euros para avaliar vulnerabilidade do país

O Ministro do Ambiente e da Ação Climática vai assinar nesta segunda-feira, 7 de setembro, o contrato do projeto Roteiro Nacional para a Adaptação 2100 – Avaliação da vulnerabilidade do território Português às alterações climáticas no século XXI (RNA 2100).

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, vai assinar nesta segunda-feira, 7 de setembro, o contrato do projeto Roteiro Nacional para a Adaptação 2100 – Avaliação da vulnerabilidade do território Português às alterações climáticas no século XXI (RNA 2100). Custo desta avaliação está estimado em 1,3 milhões de euros.

“O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, preside hoje às 15h00 à sessão de assinatura do contrato do projeto Roteiro Nacional para a Adaptação 2100 – Avaliação da vulnerabilidade do território Português às alterações climáticas no século XXI (RNA 2100)”, avançou o Executivo, dando conta de que a sessão terá lugar no Auditório da Direção-Geral do Território (DGT), e contará também com a presença do secretário de Estado do Planeamento, José Gomes Mendes.

O Governo avança que o RNA 2100, conta com um financiamento total de 1,3 milhões de euros: 400 mil euros atribuídos pelo mecanismo financeiro EEA Grants e 900 mil euros da Agência Portuguesa do Ambiente – APA. E frisa que tem como objetivo prioritário apoiar e dar resposta a exercícios de política pública de adaptação às alterações climáticas nos vários níveis de intervenção territorial.

“Através de um conjunto de projeções e estimativa de custos de adaptação às alterações climáticas para os setores económicos em 2100, o projeto agrega conhecimento de diversas instituições”, explica, sinalizando que estas, vão avaliar, de forma ampla, o impacto, a vulnerabilidade e o risco das alterações climáticas no território nacional. Os resultados alcançados estabelecerão diretrizes para os contextos micro e macroeconómico.

O RNA 2100 envolve a participação da APA, enquanto promotora do projeto, do Banco de Portugal, da DGT, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Direção Norueguesa de Proteção Civil.

[Custo de avaliação de 1,7 milhões divulgado inicialmente pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática. corrigido para 1,3 milhões em nota de imprensa enviada às redações às 20.22 de 7 de setembro]

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