André Jordão, empreendedor do ano: “Vou dar o prémio de volta à comunidade”

O fundador e CEO da Barkyn está a ponderar investir numa startup ou criar um movimento pró-tecnologia e empreendedorismo. “Os outros nove finalistas têm muita qualidade e já conseguiram pôr em prática ideias muito escaláveis e disruptivas, portanto ganhar contra eles é muito elogioso”, afirma.

André Jordão foi o vencedor da segunda edição do Prémio João Vasconcelos – Empreendedor do Ano e vai devolver o valor da distinção – 10 mil euros – ao ecossistema tecnológico e de startups em Portugal.

“Ainda não sei o que vou fazer, porque não estava a contar ganhar, mas sei que vou dar o prémio de volta à comunidade: investir, nem que seja simbolicamente, numa startup, criar um pequeno movimento pró-tecnologia e empreendedorismo. É um pequeno passo simbólico”, disse ao “Jornal Económico” e ao “Dinheiro Vivo” à margem da cerimónia de atribuição do prémio.

O fundador e CEO da startup Barkyn afirmou estar orgulhoso, especialmente pela homenagem que a distinção acarreta, a João Vasconcelos, antigo secretário de Estado e ex-diretor executivo da Startup Lisboa. “Era uma pessoa que eu admirava por ser um fazedor e apaixonado por Portugal e pelas pessoas que fazem”, confessou. “Fico surpreendido porque os outros nove finalistas têm muita qualidade e já conseguiram pôr em prática ideias muito escaláveis e disruptivas, portanto ganhar contra eles é muito elogioso”, referiu aos jornais de economia.

O empresário, que criou um serviço de subscrição para animais de estimação que inclui alimentação personalizada e veterinário à distância, admite estar “muito orgulhoso” da minha equipa de 40 pessoas, a quem atribui a vitória deste galardão. Para a startup Barkyn, participada da Indico Capital Partners, o principal objetivo é crescer, ser um player “dominante” na Europa e investir “muito” em tecnologia (e-commerce).

Na primeira edição, a vendedora foi Daniela Braga, fundadora e CEO da DefinedCrowd. “Para aqueles que ainda acham que o empreendedorismo é apenas uma cereja que se põe em cima de um bolo, algo de decorativo na economia, engana-se. É o futuro da nossa sociedade”, alertou o CEO da incubadora Startup Lisboa, no evento que se realizou na sexta-feira.

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