André Ventura demite-se da liderança do Chega e volta a candidatar-se

Durante o discurso sobre o resultado presidencial, o candidato às presidenciais aproveitou ainda para sublinhar que já não existirá “Governo sem o Chega”.

José Sena Goulão/Lusa

O candidato presidencial André Ventura decidiu manter-se “firme” na sua promessa e devolveu aos militantes do Chega a possibilidade de quererem ou não continuidade da sua liderança, durante discurso após serem conhecido os resultados às eleições presidenciais.

Sendo que ficou em terceiro lugar com 11,90% dos votos e abaixo de Ana Gomes, algo que considerava uma derrota, André Ventura optou por dar a escolher aos militantes o futuro do partido. “Não fugirei à minha palavra e devolverei aos militantes do chega a palavra sobre se querem ou não por continuidade a este projeto à frente deste partido”, disse.

“Somos firmes naquilo que defendemos, ficamos e fiquei aquém dos 15% que deveríamos ter e segundo o que os números indicam até à hora em que estamos, não obstante de não terem terminado com algumas décimas de diferença da candidata que representa o pior que Portugal tem, a esquerda mais medíocre, mais colada às minorias que têm explorado Portugal e mais colada aqueles que têm destruído Portugal”, disse sobre Ana Gomes.

Apesar da decisão, durante discurso no domingo, André Ventura sublinhou que esmagou “a extrema esquerda em Portugal”. “Esta candidatura teve mais votos que o partido comunista de João Ferreira, o Bloco de Esquerda de Marisa Matias e a Iniciativa Liberal de Tiago Mayan”, enalteceu.

“Não haverá Governo sem o Chega”

Tendo em conta o resultado obtido nas eleições presidenciais, André Ventura, defende agora que já não existirá Governo “sem o Chega”. “Não há ilusões nem grandes, nem pequenas depois desta noite. Podemos continuar a ser alvos e vítimas de todos os ataques mais vis, baixos e incompreensíveis, mas há uma coisa que hoje ficou clara em Portugal e que ficou claro que não haverá Governo de Portugal sem que o Chega seja parte fundamental do Governo. Não haverá Governo em Portugal sem nós”, garantiu.

Quanto à direita, André Ventura referiu ser “uma noite histórica em que pela primeira vez um partido declaradamente antissistema rompeu o espectro da direita tradicional com cerca de meio milhão de votos e conseguiu furar o bloqueio habitual em Portugal para criar uma avassaladora força antissistema que não quebrou hoje, nem acaba hoje, mas que hoje conhece o seu momento maior da sua história e da sua força para as batalhas que se aproximam”.

André Ventura acredita na “força, a avalanche que vai derrubar todas as barreiras nas eleições autárquicas e nas eleições legislativas”. ” Hoje ouvimos os protagonistas dessa direita dizer que foram os outros que falharam com a nossa ascensão, que foram os outros que falharam com este resultado”, completou.

“A quarta republica que desejamos está cada vez mais perto de acontecer, está cada vez mais perto de lutarmos por ela em Portugal”, acrescentou.

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