António Costa: “Evolução da pandemia evidencia que as medidas adotadas têm produzido efeitos”

“Há uma clara correlação entre esta evolução e o termos decretado o estado de calamidade a 15 de outubro e depois uma descida mais acentuada com uma correlação por termos decretado, no último mês, o estado de emergência”, disse António Costa este sábado.

Tiago Petinga/Lusa

A falar ao país, o primeiro-ministro António Costa mostrou-se satisfeito por o estado de emergência ter sido renovado por mais 15 dias, notando que a “evolução da pandemia evidencia bem que as medidas que têm sido adotadas têm produzido efeitos”.

Assim, o primeiro-ministro espera que o estado de emergência volte “a renovar até 7 de janeiro, de forma a termos um quadro estável e previsível para como devemos viver a nossa vida ao longo do próximo mês”.

“Nós, desde o final de setembro até meados de novembro, tivemos uma subida constante de novos casos e uma variação positiva de novos casos por semana, e a verdade é que desde meados de novembro temos vindo a ter uma queda de novos casos por dia e uma diminuição significativa de novos casos por semana”, realçou António Costa.

Desta forma, “há uma clara correlação entre esta evolução e o termos decretado o estado de calamidade a 15 de outubro e depois uma descida mais acentuada com uma correlação por termos decretado, no último mês, o estado de emergência”, disse.

A diminuição de novos casos levou ainda a que o risco de transmissibilidade, “o famoso R”, ficasse abaixo do 1%, situando-se atualmente em 0,96%. No entanto, o primeiro-ministro notou que “apesar da evolução positiva, continuamos com um número de internados em enfermaria extremamente elevado, em cuidados intensivos também muito elevado e, infelizmente, um número de óbitos bastante elevado”.

Para que os números continuem a diminuir de forma acentuada, António Costa notou que “é fundamental mantermos as medidas” e que as medidas continuem a ser adotadas pelos portugueses.

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