Augusto Santos Silva: “Portugal é favorável a novos recursos próprios da UE” para pagar possível empréstimo

O ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou que “aqueles que dizem que não aceitam novos recursos europeus, o que estão a dizer é que prefeririam que fossem os contribuintes nacionais a pagar”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, referiu, durante reunião plenária, de 9 de julho, que “Portugal é favorável a novos recursos próprios da união europeia” para pagar um possível empréstimo da Comissão Europeia.

“Portugal é favorável a novos recursos próprios da União europeia como tal, formas de fiscalidade que significam orientar a economia europeia para a transição verde e que significam desonerar os contribuintes nacionais”, explicou Augusto Santos Silva”.

“A Comissão Europeia vai levantar dinheiro dos mercados sob forma de empréstimo, fazendo com que os 27 em conjunto, consigamos condições de maturidade, de juros e de moratória do pagamento como nunca nenhum de nós conseguiria isoladamente”, apontou o ministro dos Negócios Estrangeiros. “Pagamos através do aumento das contribuições nacionais ou através de novos recursos próprios”, completou.

Depois de assumir a posição portuguesa quanto ao pagamento, Augusto Santos Silva recordou que ” aqueles que dizem que não aceitam novos recursos europeus o que estão a dizer é que prefeririam os contribuintes nacionais a pagar”.

Augusto Santos Silva lembrou que na próxima reunião do Conselho Europeu “o que está  em causa não é uma questão de solidariedade, nem uma questão do norte ajudar o sul ou o sul precisar da ajuda do norte, o que está aqui em causa é a preservação do mercado interno”. ““O que está em causa fundamentalmente é a aprovação do quadro financeiro plurianual e do fundo de recuperação”, acrescentou

No geral, o ministro dos Negócios Estrangeiros considerou que a “ proposta apresentada pela Comissão Europeia muito equilibrada” e muito “inspirada por propostas portuguesas designadamente o instrumento orçamental para a competitividade e a convergência”.

O próximo Conselho Europeu irá decorrer durante a próxima semana, a 17 e 18 de Julho. Os 27 Estados-membros vão decidir sobre a proposta da Comissão Europeia que prevê um plano de investimento de 750 mil milhões de euros para apoiar os setores económicos e países mais afetados, estando 500 mil milhões canalizados para subvenções e 250 mil milhões para empréstimos.

 

 

 

 

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