Autárquicas: Candidatos ao Porto defendem necessidade de aproveitar fundos do PRR

“Rui Moreira é o candidato da bazuca dos anúncios. A bazuca é um programa do país e a Câmara do Porto tem sido muito inoperante no âmbito do PRR”, criticou o candidato socialista.

Os candidatos à presidência da Câmara do Porto defenderam no debate desta noite a necessidade de se aproveitar o Plano de Recuperação e Resiliência para investir, entre outras matérias, em habitação, criticando a “falta de atuação” de Rui Moreira.

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) foi um dos temas em destaque no debate emitido pela RTP que, na terça-feira, juntou os 11 candidatos à presidência da Câmara Municipal do Porto nas eleições autárquicas de 26 de setembro.

Recusando a ideia de ser “o candidato da bazuca”, o candidato socialista, Tiago Barbosa Ribeiro, acusou a autarquia de ser “absolutamente inoperante” e de não se candidatar a fundos anunciados pela Comissão Europeia, dando como exemplo o combate às alterações climáticas.

“Rui Moreira é o candidato da bazuca dos anúncios. A bazuca é um programa do país e a Câmara do Porto tem sido muito inoperante no âmbito do PRR”, criticou.

Em resposta, o atual presidente e candidato independente Rui Moreira disse que as acusações “não têm fundamento”, lembrando que, até ao momento, “não foi lançado nenhum aviso”, mas que a autarquia “tem projetos no valor de mais de 400 milhões de euros”.

“No PRR a Câmara do Porto tem projetos no valor de mais de 400 milhões de euros em áreas muito diferentes, desde logo, com a eficiência energética, com aquilo que é a transformação das ETAR na produção de energia e biogás, naquilo que tem a ver com a habitação, que nós ainda não sabemos se vai haver PRR para habitação. A verdade é que até hoje não foi lançado nenhum aviso”, afirmou, acusando Tiago Barbosa Ribeiro de dizer “aquilo que é dito por todos os socialistas”.

Já o candidato do PSD, Vladimiro Feliz, criticou a “grande falta de diálogo” entre o município e o Governo nesta matéria, defendendo a necessidade de “planear, projetar e priorizar” o que se quer para a cidade.

“É preciso pensar o que queremos para a cidade, é preciso planear, projetar e depois priorizamos. O Porto navega ao sabor do vento, da pegada turística e precisamos de a regular”, salientou.

Também a candidata da CDU, Ilda Figueiredo, afirmou ser fundamental que o Porto “beneficie do investimento” do PRR “naquilo de que mais precisa”, tal como para “inverter a fuga de população, resolver os problemas de falta de habitação para mais de três mil famílias que vivem em condições de grande carência e os sem-abrigo”.

“É preciso resolver isto rapidamente”, considerou Ilda Figueiredo, à semelhança da candidata do PAN, Bebiana Cunha, que criticou “o adiar da concretização de propostas” na habitação e defendeu a necessidade de se regulamentar os alojamentos locais.

“Há um caminho urgente a ser feito nesta matéria”, considerou a candidata, acrescentando que foi “cometido um grave erro” quando Rui Moreira “desistiu” de implementar a estratégia do alojamento local.

Também nesta matéria, o candidato do BE, Sérgio Aires, defendeu ser fundamental “inverter a monocultura do turismo”, problema que considerou ter sido “imposto à cidade e já diagnosticado”.

Por sua vez, o candidato do Partido Popular Monárquico (PPM), Diogo Araújo Dantas, afirmou que a “‘bazuca’ vai tentar esconder o que não foi feito a nível central e autárquico”, salientando que, se for eleito, vai garantir que esse dinheiro “não vai para as contas bancárias dos do costume”.

Pelo Volt Portugal, André Eira salientou a necessidade de, recorrendo aos fundos provenientes da União Europeia, a cidade “mudar não só a política de monocultura, mas o tipo de turismo”, incentivando a procura por um “turismo mais cultural, gastronómico e de qualidade”.​​​​​​​

São candidatos à presidência da Câmara do Porto, nas eleições de 26 de setembro, Rui Moreira (movimento independente “Rui Moreira: Aqui há Porto” – apoiado por IL, CDS, Nós, Cidadãos!, MAIS), Tiago Barbosa Ribeiro (PS), Vladimiro feliz (PSD), Ilda Figueiredo (CDU), Sérgio Aires (BE), Bebiana Cunha (PAN), António Fonseca (Chega), Diogo Araújo Dantas (PPM), André Eira (Volt Portugal), Bruno Rebelo (Ergue-te) e Diamantino Raposinho (Livre).

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