Avaliação bancária das casas volta a subir e atinge 1.115 euros em junho

A nível regional, o maior aumento face ao mês anterior registou-se no Alentejo, com uma subida de 3,9%, enquanto a única descida, ainda que ligeira, se verificou na Área Metropolitana de Lisboa, onde verificou um decréscimo de -0,5%.

O valor médio de avaliação bancária foi de 1.115 euros em junho de 2020, mais um euro que o observado no mês anterior, revelam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esta terça-feira, 28 de julho. Este valor representa uma desaceleração, em termos homólogos, “tendo a taxa de variação passado de 8,9% em maio para 8,3% em junho”.

Também o número de avaliações bancárias diminuiu de forma acentuada, indica o gabinete estatístico, “ascendendo a cerca de 16 mil em junho de 2020, menos 27,5% que no mesmo período do ano anterior”.

A nível regional, o maior aumento face ao mês anterior registou-se no Alentejo, com uma subida de 3,9%, enquanto a única descida, ainda que ligeira, se verificou na Área Metropolitana de Lisboa, onde verificou um decréscimo de -0,5%. Comparativamente ao período homólogo, o valor médio das avaliações cresceu 8,3%.

A taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se na Região Autónoma dos Açores, com 12,9%, enquanto a menor foi registada no Alentejo, com 5,8%.

No que toca aos apartamentos, também se verificou uma subida. No mês em análise, o valor médio de avaliação bancária de apartamentos foi 1.209 euros por metro quadrado aumentando 8,4% relativamente ao mês homólogo. O valor mais elevado foi observado na região do Algarve (1.519 euros por metro quadrado) e o mais baixo no Alentejo (867 euros por metro quadrado ).

Comparativamente com o mês anterior, o valor desceu 0,2%, tendo o Algarve apresentado a maior subida (2,8%) e a Região Autónoma da Madeira a descida mais acentuada (-2,2%). Ainda em termos homólogos, a Região Autónoma dos Açores apresentou “o crescimento mais expressivo”, com uma subida de 16,3%, e a Região Autónoma da Madeira o crescimento mais baixo, com 2,6%.

Segundo os dados do INE, o valor mediano da avaliação para apartamentos T2 desceu um euro, para 1.233 euros por metro quadrado, sendo que os T3 desceram três euros, para 1.091 euros por metro quadrado. No seu conjunto, estas tipologias representaram 81,3% das avaliações de todos os apartamentos realizadas no mês em questão.

No que diz respeito a moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 971 euros por metro quadrado no mês de junho, observando-se um acréscimo de 9,7% face ao mesmo mês do ano passado. Aqui, os valores mais elevados verificaram-se no Algarve, com 1.612 euros por metro quadrado, e na Área Metropolitana de Lisboa, a 1.483 euros por metro quadrado. Por sua vez, a região Centro registou o valor de moradias mais baixo, com uma avaliação de 844 euros por metro quadrado.

Em comparação com maio, o Alentejo apresentou o maior aumento, de 5%, e a Área Metropolitana de Lisboa a única descida, com -0,1%. “Em termos homólogos, o Algarve apresentou o maior crescimento (17,8%) sendo que o menor ocorreu no Alentejo (4,3%)”, apontam os dados recolhidos pelo INE. Comparando com maio, os valores das moradias T2, T3 e T4, tipologias responsáveis por 56,3% das avaliações, atingiram os 782 euros por metro quadrado (menos 31 euros), 855 euros por metro quadrado (mais 6 euros) e 996 euros por metro quadrado (mais 35 euros).

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