O Comité de Estabilidade Financeira (CEF) do Banco Nacional de Angola (BNA) manteve a Reserva de Conservação de Capital em 2,50% para todos os bancos.
Na mesma reunião decorrida no dia 6 de março, o órgão do banco central decidiu também manter a Reserva para Instituições Financeiras Bancárias de Importância Sistémica Doméstica (D-SIBs) entre 1% e 2% e a Reserva Contracíclica de Capital em 0%, aplicável a todas as instituições financeiras do setor bancário. Ao mesmo tempo, decidiu restringir a distribuição de dividendos às instituições financeiras bancárias aplicáveis, de acordo com o disposto no Aviso n.º 08/21, de 5 de Julho.
O BNA diz que, depois de avaliados os principais fatores de risco sistémico com impacto na estabilidade do Sistema Financeiro Nacional no quarto trimestre do ano passado, verificou que este demonstrou “resiliência” face aos riscos considerados, principalmente quanto ao “risco soberano” e ao “volume de crédito vencido malparado”.
Ainda segundo o CEF, “a adequação de capital e os índices de liquidez permanecem dentro dos limites mínimos regulamentares”, lê-se numa nota publicada na página do banco central angolano.
A entidade deixa ainda uma nota às instituições financeiras devido ao período incerteza em curso e evolução do ambiente internacional, recomendando que “reforcem as políticas de gestão prudente de capital e de liquidez, visando a mitigação dos riscos financeiros e emergentes a que possam vir a estar expostas”.
O CEF reúne-se novamente no dia 29 de maio, em Luanda.
Na política monetária e cambial, esta semana decorre a segunda reunião ordinária de 2026 do Comité de Política Monetária, na cidade de Moçamedes, província do Namibe. Em janeiro, o BNA decidiu reduzir a taxa de juro diretora de 18,5% para 17,5%.
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