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BCP reestruturou 9.600 créditos dos quais 1.885 ao abrigo do PARI

Miguel Maya disse ainda que o BCP vendeu no primeiro semestre 64 milhões de euros de carteiras de NPE, com menos valia de sete milhões de euros, e registou vendas de 36 milhões de euros de imóveis recebidos em dação (com mais valia de sete milhões).
José Sena Goulão/Lusa
27 Julho 2023, 19h12

Miguel Maya explicou, na conferência de imprensa de resultados do segundo trimestre, que o BCP renegociou 9.600 contratos no semestre, dos quais cerca de 1.885 ao abrigo do diploma do Governo que inclui procedimentos previstos no Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI).

“Nós estamos a marcar os créditos reestruturados exatamente com a regras da EBA”, disse o presidente do BCP. Miguel Maya, que lembrou que com o aumento das taxas de juro há clientes que sentem maiores dificuldades. “Olhando para o todo não há um problema, mas olhando para casos concretos há problemas e para esses casos procuramos encontrar soluções”.

Sobre os clientes com créditos bonificados pelo Estado, Miguel Maya contabilizou mais de 700 no BCP e a bonificação média anda na ordem dos 37 euros.

Já sobre outro assunto, também questionado, Miguel Maya disse que o BCP vendeu no primeiro semestre 64 milhões de euros de carteiras de NPE com menos valia de sete milhões de euros e vendeu 36 milhões de euros de imóveis recebidos em dação (com mais valia de sete milhões).

A maioria dos bancos que detém unidades de participação no Discovery Portugal Real Estate Fund chumbou as contas anuais do fundo de reestruturação gerido pela Explorer, apurou o Jornal Económico. O BCP é um dos bancos, mas, questionado Miguel Maya recusou-se a comentar, confirmando apenas o chumbo das contas do fundo Discovery.

O BCP tem em fundos de reestruturação, líquido de imparidades, cerca de 343 milhões de euros.

Também não comentou as negociações da Efacec, mas disse que as negociação entre os bancos e a Parpública/Mutares estavam a evoluir favoralmente “no sentido de preservar a capacidade da Efacec e de a relançar, e para isso é preciso um esforço de várias partes, e o BCP está a fazer o trabalho que lhe compete no sentido de , sendo possível, viabilizar uma solução para a Efacec”.

Sobre os Certificados de Aforro, Miguel Maya rejeitou que o banco tenha tido alguma intervenção junto do Governo para que as condições de remuneração dos títulos do Estado fossem revistas em baixa.

O BCP disse ainda que “não há nada que esteja a ser analisado”, relativamente à possibilidade de os bancos passarem também a poder distribuir certificados de aforro. “Não é indiferente as comissões e há muitas variáveis em jogo”, concluiu.

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