A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) atribuiu 1.550 novas bolsas de investigação para doutoramento, o que significou uma taxa de aprovação de 37% das 4.169 candidaturas recebidas e cujos resultados foram publicados esta sexta-feira.
No total, foram admitidas para avaliação 4.117 candidaturas estando propostas para financiamento 1.550 bolsas. O concurso atribui mil bolsas na linha de candidatura geral de contexto académico e 550 na linha de candidatura específica em ambiente não académico, num investimento de 133 milhões de euros suportado por verbas do Orçamento de Estado e, quando elegível, por receitas provenientes do Fundo Social Europeu, através do Programa Demografia, Qualificações e Inclusão (PDQI).
O objetivo passa por apoiar doutoramentos desenvolvidos em colaboração próxima entre “a academia e outras entidades, tais como empresas, entidades da administração pública, dos setores social, da saúde, cultural, instituições de interface, entre outras”, indica o comunicado da FCT.
Em relação ao concurso de 2024 verificou-se um aumento de 22% de bolsas atribuídas na linha específica em ambiente não académico, em alinhamento com o aumento de 21,7% no número de candidaturas a esta tipologia de bolsas.
“Na linha de candidatura geral, 25% das bolsas inserem-se na área das Ciências Sociais, 21% na das Ciências da Engenharia e Tecnologias e 18% nas Humanidades, estando as restantes áreas científicas representadas com percentagens inferiores a 13 %. Na linha de candidatura específica em ambiente não académico, 38% das bolsas enquadram-se nas áreas das Ciências da Engenharia e Tecnologias, 21% nas áreas das Ciências Médicas e da Saúde, 13% nas Ciências Sociais, estando as restante áreas científicas representadas com percentagens inferiores a 9%”, pode ler-se no comunicado.
Entre os candidatos selecionados, 76% são portugueses, destacando-se ainda candidatos de 46 países, em particular de nacionalidades brasileira, italiana, iraniana, chinesa e espanhola. “As bolsas aprovadas terão início no primeiro dia do mês a indicar pelo/a candidato/a em
sede de contratualização, entre 1 de setembro 2025 e 1 de agosto 2026″, aponta o documento.
Recorde-se que o ministro Fernando Alexandre anunciou na quinta-feira uma reforma no Ministério da Educação, Ciência e Inovação, com a extinção de várias entidades, incluindo a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que serão integradas em novas agências.
A reforma foi aprovada pelo Conselho de Ministros, com Fernando Alexandre a descrever o seu ministério como uma “estrutura anacrónica”, com organizações fragmentadas, sistemas de informação desintegrados e uma governação desarticulada.
Com 18 entidades e 27 dirigentes superiores entre os serviços de ensino não superior e superior, ciência e inovação, o MECI passará a contar com apenas sete entidades e 27 dirigentes superiores, com a integração dos organismos extintos em novas entidades.
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