BestKoin. Nova criptomoeda para o turismo é portuguesa

A partir de novembro, clientes e operadores usar a criptomoeda para pagamentos junto dos parceiros do projeto ou para transacionar divisas. “É uma simplificação das transações”, explicou Paulo Ferreira, um dos fundadores, ao Jornal Económico.

A BestKoin é uma nova criptomoeda portuguesa, desenhada a pensar em agentes de viagens, operadores turísticos e clientes, lançada esta terça-feira, no Algarve. A moeda digital, que estará disponível para comercialização em novembro, pretende evitar desperdícios de tempo e dinheiro em transferências entre países, segundo explicou, ao Jornal Económico, o co-fundador do projeto Pedro Ferreira.

“Esta criptomoeda substitui transações tradicionais”, afirmou. A BestKoin pretende diminuir os custos e aumentar tanto a segurança dos dados como a proteção da privacidade em transações internacionais relacionadas com o turismo.

O co-fundador dá o exemplo de um residente no México que queira visitar o Japão e se vê obrigado a encontrar um operador turístico mexicano para contactar com o Japão, onde terá de pagar em ienes. O mais provável é que tenha de trocar pesos mexicanos para dólares norte-americanos e, posteriormente, para ienes japoneses.

“As pessoas acabam por ter de pagar muito mais. Até os operadores turísticos têm riscos porque se se comprometem com um preço ao cliente, depois de tudo isto poderão ver a margem reduzida ou até ter prejuízo”, referiu.

A indústria turística gerou mais de 7,2 biliões de dólares, em 2016. No entanto, grande parte dos retornos do online booking fica nos grandes intermediários, o que a empresa considera que atrasa o desenvolvimento dos negócios. É para combater este problema que nasce a BestKoin.

A partir de novembro, clientes e operadores podem comprar a criptomoeda e usá-la para pagamentos junto dos parceiros do projeto ou, em alternativa, convertê-la na divisa necessária. “É uma simplificação das transações”, disse Pedro Ferreira.

Para já há três entidades que se associaram à BestKoin que irão aceitar pagamentos na moeda virtual. O cirurgião plástico brasileiro Danilo Dias irá não só aceitar pagamentos pelos seus serviços na moeda digital como permitir o uso na sua cadeia de clínicas e hotéis. O terceiro parceiro é o festival de música eletrónica BPM, que irá usar a BestKoin como moeda exclusiva do evento.

“Esta é uma moeda que se baseia em parceiros e transações reais”, disse o co-fundador, sublinhando que a rede irá crescer nos próximos meses já que “houve interesse de muitos mais parceiros e a nível global”.

Pedro Ferreira acrescentou que a empresa tem um fator diferenciador dentro do mundo cripto. “Temos estrutura e credibilidade, que é o que carece à larga maioria das criptomoedas hoje em dia”, afirmou, sublinhando querer contribuir para que as criptomoedas “sejam um meio de pagamento credível e seguro para que possa ser integrado na economia real e o sistema financeiro”.

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