O Banco de Fomento Angola (BFA) lucrou 115,48 mil milhões de kwanzas (cerca de 126 milhões de euros) no segundo trimestre do ano. A instituição angolana, que está cada vez mais perto de abrir o seu capital a novos investidores – a Oferta Pública de Venda (OPI) do BFA foi aprovada pelo regulador – viu, assim, o seu resultado líquido crescer 28% face aos 89 mil milhões homólogos.
De acordo com o último balancete, o ativo total do banco liderado por Luís Gonçalves ascendeu a 4,06 biliões de kwanzas no final de junho, com os investimentos em Títulos e Valores Mobiliários a aumentarem para 1,79 biliões de kwanzas. Quanto ao passivo, destaca-se a subida dos recursos de clientes e outros empréstimos para 3,16 biliões de kwanzas. O mesmo boletim aponta, quanto à carteira de crédito a clientes, para uma subida para 799,49 mil milhões de kwanzas.
Em 2024, o BFA reportou um resultado líquido de 205,8 mil milhões de kwanzas, num crescimento homólogo de 22,90%.
O Estado angolano, acionista maioritário do BFA através da Unitel, confirmou em junho do ano passado a venda de 15% do banco no âmbito do Programa de Privatizações Integral e Parcial de Empresas Públicas (PROPRIV). O capital social é detido, desde o último dia de 2023, em 51,9% pela Unitel, com os restantes 48,1% a pertencerem ao Grupo BPI.
Privatização confirmada para setembro
A dispersão em bolsa de mais de 29% do BFA está agendada para setembro e deverá render 200 milhões de euros ao Estado angolano. Angola, que detém 51,9% do banco através da Unitel, vende 15% do capital, e o BPI, na posse de 48,1%, vai alienar uma participação de 14,6%.
“O IPO do BFA será em setembro e marcará um momento histórico para o nosso mercado de capitais. Estamos a falar da maior operação já realizada na BODIVA, um marco que vai colocar Angola no radar dos grandes investidores internacionais, mas também abrir portas para milhares de pequenos investidores nacionais se tornarem acionistas de um dos maiores bancos do país”, afirmou, no passado dia 20 de agosto, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do IGAPE, Álvaro Fernão.
A confirmação do período de oferta pública foi feita à margem da segunda reunião ordinária da Comissão Nacional Interministerial do Programa de Privatizações (CNI-PROPRIV), em Luanda, que deu luz verde ao cronograma de privatizações até dezembro do próximo ano.
No dia seguinte, a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) confirmou o registo da Oferta Pública de Venda de Ações do Banco de Fomento Angola.
“Trata-se de uma Oferta Pública de Venda de 4.462.500 ações ordinárias, escriturais e nominativas, representativas de 29,75% do capital social do Banco, com o valor nominal unitário de Kz 6.000,00, e pretensão de admissão à negociação de 15.000.000 ações da mesma natureza, representativas da totalidade do seu capital social, no Mercado de Bolsa”, lê-se no prospeto publicado pelo regulador.
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