Bolsas em alta pelo segundo dia consecutivo. Energia e papel lideram subidas em Lisboa

O mercado de ações está a subir, tal como os futuros do petróleo. Em termos de indicadores económicos, e depois de ontem os índices PMI terem desapontado, o Instituto de investigação económica alemão Ifo informou que o índice de confiança económica caiu dos 96,0 para os 86,1, comparativamente aos 87,7 esperados. “Esta foi a maior queda desde a reunificação da Alemanha em 1990”, dizem analistas.

O PSI-20 valorizou 1,91% para 3.955,62 pontos. A energia e o papel deram cartas em Lisboa. A REN liderou as subidas (+6,05% para 2,190 euros). Após o fecho, a REN revelou os seus resultados relativos a 2019.
A Altri seguiu-a ao subir +5,73% para 3,66 euros;  e a EDP avançou +4,70% para 3,61 euros. A Navigator valorizou +2,84% para 2,17 euros. A Corticeira Amorim avançou +2,48% para 7,86 euros e a Galp fechou com ganhos de +2,43% para 9,62 euros.

“A Altri, os CTT, a EDP e a Galp figuraram entre os melhores performers. Esta é a 3ª sessão consecutiva de ganhos para a petrolífera”, refere o analista de mercados do BPI.

No cabaz de empresas que compõem o PSI-20, só cinco fecharam em queda. A Jerónimo Martins perdeu -3,27% para 15,66 euros; a recém regressada Novabase perdeu -2,80% para 2,780 euros; a Pharol perdeu -2,00%, a Ibersol desceu -1,00% e a Sonae recuou 0,67%.

As subidas foram generalizadas às principais praças europeias. Ramiro Loureiro, analista de mercados do Millennium investment banking, destacou que o francês CAC disparou mais de 4% e liderou ganhos europeus.

“As bolsas europeias viveram uma sessão de alguma volatilidade, mas acabaram por encerrar com ganhos relativamente expressivos, com o índice francês CAC a disparar mais de 4%. O empenho dos Governos mundiais no combate do Covid-19 e o pacote de estímulos acordado nos EUA acabaram por gerar otimismo nos investidores, ainda que a incerteza em torno do impacto da pandemia na economia se mantenha, em especial porque neste momento é prematuro calcular quando a mesma irá ser controlada”, acrescenta o analista.

O EuroStoxx 50 subiu +3,13% para 2.800,14 pontos; o Stoxx 600 encerrou a somar 3,09%; o FTSE 100 ganhou +3,46% parra 5.634,7 pontos; o DAX valorizou +1,79% para 9.874,3 pontos; o FTSE MIB avançou +1,74% para 17.243,7 pontos e o IBEX subiu +3,28% para 6.942,4 pontos.

Outro analista, do BPI, atribui a subida na Europa a um sentimento positivo que foi desencadeado pela notícia de que foi alcançado um acordo entre Democratas e Republicanos nos EUA.

“Ontem na reunião do Eurogrupo, realizada por videoconferência, os ministros das Finanças da Zona Euro não conseguiram chegar a um acordo sobre a melhor forma de lidar com o choque económico causado pelo coronavírus, isto é, o referido encontro não permitiu gerar o consenso necessário para se avançar desde já com o recurso ao fundo de resgate do euro e com a emissão de dívida europeia conjunta”, diz o BPI.

No âmbito empresarial, todos os setores terminaram em alta, tendo as empresas relacionadas com viagens e lazer liderado os ganhos, adianta a análise

A utility E.On informou que o lucro líquido caiu dos 3,2 mil milhões em 2018 para os 1,57 mil milhões de euros em 2019, embora as vendas tenham aumentado. A empresa informou que adotou uma política de dividendos até ao ano fiscal de 2022 que pressupõe um crescimento anual até 5% e que planeia elevar o seu dividendo por ação anual a partir dessa data.

O Credit Suisse subiu 5,89%, depois que anunciou que neste 1º trimestre de 2020 a sua rentabilidade manteve uma tendência de forte melhoria, apesar da atual pandemia provavelmente ter um impacto nos seus resultados anuais.

Em termos de indicadores económicos, e depois de ontem os índices PMI terem desapontado o mercado, o Instituto de investigação económica alemão Ifo informou que o índice de confiança económica caiu dos 96,0 para os 86,1, comparativamente aos 87,7 esperados.

“Esta foi a maior queda desde a reunificação da Alemanha em 1990”, realça o BPI.

O petróleo está a transacionar no verde, com o Brent a subir +0,48% para 27,28 dólares. Nos EUA o crude dispara 1,71% para 24,42 dólares.

O euro valoriza +0,71% para 1,0865 dólares.

As obrigações do Tesouro estão em alta na Alemanha (-6,12 pb) para -0,27%. Portugal, ao contrário, tem os juros em queda de -1,66 pontos base para 1,05% e Espanha acompanha com uma queda de -0,81 pontos base para 0,87%. Itália tem os juros a caírem -2,18 pontos base para 1,54%.

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