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Bolsas encerram no ‘vermelho’ e investidores centram atenções em Jackson Hole

Os mercados registaram um dia pautado pelo sentimento negativo, sendo que Lisboa e Londres escaparam. Os holofotes recaem agora na reunião que junta presidentes do bancos centrais de todo o mundo, onde Jerome Powell pode levantar o véu sobre decisões a tomar em setembro.
21 Agosto 2025, 07h00

As bolsas europeias registaram um clima maioritariamente negativo na sessão de quarta-feira, fruto da falta de referências, uma vez que a inflação homóloga na zona euro saiu como previsto (subida de 2,0%). Os investidores aguardam a reunião de Jackson Hole, que começa nesta quinta-feira.

Entre as principais praças, apenas o Reino Unido terminou o dia em alta, na medida em que o principal índice subiu 1,04%. De resto, registaram-se quedas de 0,66% na Alemanha, 0,29% em Itália, 0,18% em Espanha e 0,08% em França, ao mesmo tempo que o índice agregado Euro Stoxx 50 contraiu 0,22%.

Sem surpresa, foi um dia ameno em termos de movimentações, como é habitual em agosto.

A bolsa de Lisboa juntou-se à congénere do Reino Unido. Embora sem subidas particularmente expressivas, o PSI terminou o dia no ‘verde’.

O índice avançou 0,29% e alcançou os 7.986 pontos. Entre as maiores valorizações, a REN subiu 1,34%, para 3,015 euros por ação, ao passo que os CTT avançaram 1,28%, até aos 7,91 euros, enquanto a NOS somou 1,27% e alcançou os 3,98 euros. Em sentido oposto ficou a Mota-Engil, que caiu 1,87% e cujos títulos se fixaram em 5,52 euros.

De resto, à hora do fecho das praças europeias, o barril de Brent estava a subir 1,70%, até aos 66,91 dólares.

Investidores Aguardam Jackson Hole

A contribuir para a expectativa nos mercados está a reunião de Jackson Hole, que é realizada anualmente, durante três dias, na Reserva Federal de Kansas City, em Jackson Hole, Estados Unidos. Esta junta presidentes dos bancos centrais de todo o mundo.

O centro das atenções está em Jerome Powell, que lidera a Fed e pode dar sinais sobre um eventual corte nos juros, a propósito da próxima reunião daquele banco central, que está agendada para o dia 17 de setembro.

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