Bolsonaro recria Ministério do Trabalho e confirma reforma ministerial

A reforma ministerial, a segunda em apenas quatro meses, procura criar novas alianças do Governo brasileiro com o Congresso num momento em que Bolsonaro sofre um forte desgaste devido à crise económica e da pandemia de covid-19.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, aprovou hoje uma medida provisória que recriou o Ministério do Trabalho e confirmou três mudanças previstas numa reforma ministerial que já havia sido anunciada pelo Governo.

Segundo informações publicadas no Diário Oficial da União, Onyx Lorenzoni saiu da Secretaria-Geral da Presidência e foi nomeado ministro do Trabalho.

O senador Ciro Nogueira foi nomeado ministro da Casa Civil, uma das principais pastas do Governo, no lugar do general Luiz Eduardo Ramos.

O general Ramos, por sua vez, passa a ocupar o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.

A reforma ministerial, a segunda em apenas quatro meses, procura criar novas alianças do Governo brasileiro com o Congresso num momento em que Bolsonaro sofre um forte desgaste devido à crise económica e da pandemia de covid-19.

Também consolida a presença no executivo do chamado “centrão”, um grupo de partidos conservadores que controlam o Congresso do qual Bolsonaro tenta aproximar-se em busca de apoio, à medida em que aumenta a insatisfação popular com a sua gestão.

Neste quadro, a mudança mais relevante é a incorporação do senador Ciro Nogueira, político veterano investigado por corrupção e que vai chefiar o Ministério da Casa Civil, gabinete chave para as complicadas articulações entre o Governo e o Congresso.

Já Lorenzoni, o mais fiel escudeiro de Bolsonaro, ficará encarregado de endireitar a delicada situação do mercado laboral brasileiro, hoje com desemprego recorde que chega a 15%.

Será o quarto ministério que o deputado comanda desde que Bolsonaro assumiu a Presidência, em janeiro de 2019.

Já a mudança de pasta do general da reserva Luís Ramos para a Secretaria-Geral da Presidência da República mantém a influência dos militares no executivo brasileiro.

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