BPI Gestão de Ativos com notação máxima em investimento responsável

“A BPI Gestão de Ativos, do Grupo CaixaBank, alcançou a notação máxima (A+) em Estratégia e Governance apenas um ano após a adesão aos Princípios para o Investimento Responsável com o compromisso de incorporar critérios ambientais, sociais e de bom governo (ESG) nas decisões de investimento”, diz o BPI.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters

A sociedade gestora de ativos do BPI obteve a notação máxima nos Princípios para o Investimento Responsável (PRI) das Nações Unidas, diz a instituição em comunicado.

A organização Princípios para o Investimento Responsável das Nações Unidas atribuiu à BPI Gestão de Ativos, do Grupo CaixaBank, a notação mais elevada (A+) em Estratégia e Governance, “como reconhecimento do firme compromisso da entidade na incorporação de critérios ambientais, sociais e de bom governo (ESG) nas decisões de investimento”, lê-se na nota.

A organização internacional valorizou o grau de implementação dos Princípios para o Investimento Responsável da BPI Gestão de Ativos, em concreto no âmbito de Estratégia e Governance.

“Em 2020, as principais melhorias implementadas pela BPI Gestão de Ativos, que lhe permitiram obter a notação máxima, foram a adoção de um novo modelo de governo (alinhado com as políticas do CaixaBank AM), a participação no comité de investimento responsável, a adesão à iniciativa colaborativa Climate Action 100+, e o progressivo alargamento das políticas de investimento socialmente responsável a todos os produtos”, explica a sociedade.

A notação A+ em Estratégia e Governance foi alcançada por menos de 10% das empresas signatárias dos PRI em 2019, como é o caso da BPI Gestão de Ativos.

“Apenas um terço do total das entidades signatárias dos PRI em todo o mundo alcançou esta notação, e somente uma em cada dez entidades que assinaram o compromisso em 2019, como a BPI Gestão de Ativos, o conseguiram”, refere a instituição.

Também o VidaCaixa e o CaixaBank Asset Management, entidades do Grupo CaixaBank, revalidaram a máxima notação (A+) em investimento responsável da organização PRI, reforçando o compromisso do Grupo com um modelo de banca responsável.

O CEO da BPI Gestão de Ativos, Paulo Freire de Oliveira, salientou no comunicado que este reconhecimento “valida e reafirma o nosso compromisso com um modelo de investimento que associa a rentabilidade dos produtos à tomada de decisões de investimento consistentes com os Princípios para o Investimento Responsável, fomentando a criação de valor para a sociedade como um todo”. Paulo Oliveira acrescentou que “a aplicação de critérios ESG é fundamental para promover um modelo de finanças responsáveis que ajude a sociedade a enfrentar os atuais desafios ambientais, sociais e de bom governo”.

Os PRI das Nações Unidas foram criados com o objetivo de ajudar nas decisões de investimento a mais longo prazo. A iniciativa conta com a participação de mais de 3.000 investidores institucionais e empresas do setor financeiro a nível global, com um montante sob gestão que ultrapassa os 100 biliões de dólares em ativos (US$100 trillion na notação americana).

O Grupo CaixaBank considera essencial o bom governo e a transparência, e no Plano Estratégico 2019-2021 incluiu o desafio de ser uma referência na gestão responsável.

Enquanto Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo (SGOIC), a BPI Gestão de Ativos procura que a análise de todos os ativos sob gestão (aproximadamente 6 mil milhões de euros) incorpore critérios de investimento responsável, em particular os fatores ambientais (ESG).

Em dezembro de 2019 geria quatro fundos entre os oito fundos portugueses com classificação de rating “Elevada” de sustentabilidade pela Morningstar: BPI Ações Mundiais, BPI América, BPI GIF América e BPI GIF Opportunities.

São seis de Princípios para o Investimento Responsável (PRI  lançados em abril de 2006 sob os auspícios das Nações Unidas. Trata-se de um conjunto de princípios voluntários, desenvolvidos por e para os investidores, que apresentam uma série de ações com as quais as empresas signatárias podem incorporar fatores ESG nos critérios de investimento e contribuir para o desenvolvimento de um sistema financeiro global mais sustentável.

Ler mais
Recomendadas

Deutsche Bank anuncia lucros de 309 milhões de euros no terceiro trimestre

No período homólogo, o banco tinha registado um prejuízo de 832 milhões de euros.

Grupo Santander prevê redução de postos de trabalho em Portugal entre outros países

O presidente executivo (CEO) do Santander, José António Álvarez, insistiu na conferência de imprensa sobre os resultados do banco até finais de setembro, que o alcance deste novo ajustamento está ainda por determinar e que os sindicatos serão os primeiros a tomar conhecimento dele.

CEO da CGD defende que a consolidação bancária vai decorrer “nos próximos dois anos”

A consolidação da banca poderá ser impulsionada pelos resultados dos bancos nos próximos trimestres, defendeu o CEO da CGD que considera que um banco público tem de ter dimensão para poder ser relevante no mercado. O BCP defende que a consolidação será cross border. Aumentos de capital para superar a crise? CEO do BCP e o CEO do BPI rejeitam que haja essa necessidade.
Comentários