A União Europeia voltou a namorar o gás russo de Putin, está disposta a reduzir a burocracia para lidar com os desafios da inteligência artificial e até aceita equilibrar o défice da balança comercial com os EUA. Mas há um bastião impossível de negociar: abrir a porta a mais transgénicos americanos em território europeu.
“Neste momento, há um reforço da posição da agricultura dentro das instituições europeias. O setor agrícola já não funciona como moeda de troca para a importação de produtos agroalimentares que não respeitem as nossas regras, o nosso modo de produção e as nossas exigências ambientais. Estamos muito mais fortalecidos”, diz Paulo Nascimento Cabral, eurodeputado e membro da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, ao Jornal Económico.
Numa altura em que Trump ameaça impor taxas aduaneiras sobre produtos europeus, as reuniões entre líderes e grupos de pressão multiplicam-se à porta fechada. A poderosa federação agrícola dos EUA, a American Farm Bureau, está a pressionar a União Europeia para aceitar mais produtos transgénicos no mercado europeu. Consideram que os organismos geneticamente modificados (OGM) podem aumentar a produtividade e reduzir os custos para os agricultores.
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