PremiumCabo Verde “é exemplo de estabilidade”

Vitória de José Maria Neves aponta para possível mudança do ciclo político. Há pelo menos um ano que os sinais políticos eram no sentido de que o PAICV estaria próximo de conseguir a alternância política com o MpD.

O candidato a Presidente da República de Cabo Verde e ex-primeiro-ministro, José Maria Neves (E), vota para as eleições presidenciais 2021, na cidade da Praia, ilha de Santiago, Cabo Verde, 17 de outro de 2021. Quase 400 mil cabo-verdianos escolhem hoje, no arquipélago e na diáspora, o quinto Presidente da República de Cabo Verde, nas terceiras eleições que o país realiza no último ano e em contexto de pandemia. ELTON MONTEIRO/LUSA

Com as eleições de domingo passado a determinarem a eleição à primeira volta de José Maria Neves como o novo Presidente de Cabo Verde, o país “é um exemplo de estabilidade” no contexto de um continente onde outros países não podem exibir essa qualidade. O comentador político Francisco Seixas da Costa diz que o comparativo não se fica por aí: “Cabo Verde é o 26º país do mundo em democraticidade” – ora, “se nos lembrarmos que a União Europeia tem 27 países”, isso demonstra bem o sucesso da ‘aventura’ democrática naquele país africano.

Há pelo menos um ano que os sinais políticos eram no sentido de que o PAICV estaria próximo de conseguir a alternância política com o MpD. Em novembro do ano passado, nas eleições municias, o MpD perdeu a liderança em cinco das 18 câmaras que detinha, incluindo a capital Praia, a capital, que passou para as mãos do PAICV. O partido passou a ser maioritária em oito câmaras, mais seis do que até aí. Em abril deste ano, nas eleições legislativas, o MpD renovou a maioria absoluta, mas perdeu dois deputados.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Recomendadas

Covid-19: Guiné-Bissau quer que UE aceite o seu certificado digital de vacinação

Os certificados digitais de vacinação da Guiné-Bissau são emitidos presencialmente para evitar falsificações e cumprem as regras da Organização Mundial de Saúde (OMS), incluem um código QR e estão em três línguas internacionais – português, inglês e francês.

Covid-19: África do Sul sente-se “castigada” por ter detetado variante Omicron

“Esta última vaga de proibições de viagens equivale a punir a África do Sul por ter sequenciado o genoma e pela capacidade de detetar novas variantes mais rapidamente. A excelência científica deve ser aplaudida, não punida”, disse o Governo sul-africano num comunicado, dois dias depois de ter anunciado a descoberta.

Covid-19: Espanto e incertezas no último voo entre Moçambique e Portugal

O mal maior seria “ficar longe da família” na quadra festiva, porque depois do voo de hoje não se sabe quando haverá mais ligações para Portugal, apesar de as restrições preverem exceções, como voos humanitários ou de repatriamento – mas sem detalhes.
Comentários