Carlos César considera “mobilizador” discurso de Marcelo 

O presidente do Partido Socialista considerou esta segunda-feira “especialmente mobilizador” o discurso do Presidente da República e defendeu que o Estado deve “ser capaz de responder a fenómenos como a emergência da corrupção” ou “abuso de poder”.

O presidente do PS, Carlos César em conversa com o secretário-geral do partido, António Costa

O presidente do PS, Carlos César, considerou esta segunda-feira “especialmente mobilizador” o discurso do Presidente da República e defendeu que o Estado deve “ser capaz de responder a fenómenos como a emergência da corrupção” ou “abuso de poder”.

“O discurso do Presidente da República é especialmente mobilizador no que toca àquilo que há de bom no nosso país e também é especialmente mobilizador para aqueles que acham que o nosso país precisa de melhorar”, afirmou o líder parlamentar socialista, Carlos César.

Segundo o presidente do grupo parlamentar do PS, é “muito importante, neste Dia de Portugal”, existir a “consciência do valor” que o país tem e do que o “prestigia no exterior” e “tem corrido bem”.

“Daquilo que tem gerado confiança no nosso próprio país, com os cidadãos, com os investidores”, mas, ao mesmo tempo, também é necessário ter consciência daquilo “que tem corrido menos bem”, afirmou.

Para Carlos César, “felizmente, para fenómenos como a corrupção, só a democracia lhes dá resposta, porque em ditadura eles não são reconhecidos e, muitas vezes, nem sequer conhecidos”.

O líder da bancada parlamentar do PS falava aos jornalistas após o discurso do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na cerimónia do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Portalegre.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que Portugal é muito mais do que fragilidades ou erros, mas advertiu que não podem ser omitidos novos ou velhos fracassos coletivos, nem minimizadas corrupções, falências da justiça ou indignações.

Carlos César defendeu que é “numa melhoria da situação social e económica” do país e “das expectativas das famílias e das pessoas que todos” se devem empenhar em Portugal.

“Desde logo cumprindo aquilo com que nos comprometemos quando, a diversos títulos, os políticos se candidatam para o exercício do poder. É muito importante que a melhoria da confiança dos portugueses nos seus eleitos ocorra”, sustentou.

E, para que tal aconteça, “é também muito importante” que os políticos “melhorem a satisfação dos seus compromissos”, acrescentou.

O Estado, salientou Carlos César, deve também ser “capaz de responder a fenómenos como a emergência da corrupção, a manifestações de abuso de poder ou as falhas que os próprios serviços públicos também ainda têm”.

Insistindo que “estão a acontecer muitas coisas boas” em Portugal, que se destaca hoje, no conjunto da União Europeia, “pela melhoria do crescimento económico e do rendimento disponível das famílias”, Carlos César lembrou que o país viveu “um período prolongado de desinvestimento nos serviços públicos” e “no Estado”, pelo que, “agora é preciso reinvestir com mais capacidade, com mais força e com melhores resultados”.

“Em todo o caso, eu creio que nós vivemos num país que confia na sua democracia e, se todos esses defeitos e essas insuficiências são conhecidas, é porque vivemos em democracia e não em ditadura”.

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