Carros elétricos precisam de mais cobre que os convencionais

O crescimento das vendas do carro elétrico está a provocar uma verdadeira corrida ao cobre. Este metal sempre foi utilizado pela indústria automóvel, mas o peso do seu uso tem crescido com com o automóvel elétrico.

O crescimento das vendas do carro elétrico está a provocar uma verdadeira corrida ao cobre. Este metal sempre foi utilizado pela indústria automóvel, mas o peso do seu uso tem crescido com com o automóvel elétrico.

Um automóvel convencional, de combustão interna, conta com 8 a 22 quilos de cobre no seu interior. Já um carro 100% elétrico conta com 83 quilos de cobre no total. No caso de um autocarro elétrico, são necessários 369 quilos deste metal.

Os maiores produtores de cobre a nível mundial são o Chile, onde a produção atingiu as 5.800 toneladas métricas em 2018. Segue-se o Peru (com 2.400 toneladas métricas) e a China (com 1.600 toneladas métricas).

As maiores empresas mundiais produtoras de cobre são a Codelco do Chile, a Freeport-McMoran dos Estados Unidos, a BHP Billinton da Austrália e a Glencore da Suíça.

Com a subida das vendas dos carros elétricos, a procura por matéria-prima disparou. O lítio, usado nas baterias de carro elétrico, subiu 2.896%, seguido do cobalto com uma subida de 1.928%, e do grafite com um aumento de 655%.

Com o aumento da procura, os preços do cobre nos mercado também sofreram uma forte subida. No ano 2000, este metal negociava abaixo de um dólar, mas ao longo da década o seu valor foi subindo até atingir a sua cotação máximo em quase 20 anos em 2011, acima dos quatro dólares.

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