Cavaco Silva apela ao voto para que “as previsões da abstenção não se concretizem”

Após exercer o direito de voto, o antigo Presidente da República sublinhou que votar é um “dever cívico” e elogiou os portugueses que, “num tempo em que a dor e o sofrimento atingem muitos milhares de portugueses”, foram às urnas.

O ex-Presidente da República Aníbal Cavaco Silva apelou este domingo ao voto, para que as previsões da abstenção, que apontam para uma abstenção entre 60% e 70%, “não se concretizem”. Após exercer o direito de voto, o antigo Presidente sublinhou que votar é um “dever cívico” e elogiou os portugueses que, “num tempo em que a dor e o sofrimento atingem muitos milhares de portugueses”, foram às urnas.

“Estas eleições ocorrem num tempo anormal, um tempo de grande tristeza. A normalidade da vida está suspensa e não sabemos quando volta à normalidade. É um tempo em que a dor e o sofrimento atingem muitos milhares de portugueses. Uma tragédia que faz com haja pouco espaço para pensar as eleições. Mas é preciso votar”, referiu, após votar, por volta das 16h30, em Lisboa.

Segundo o ex-Presidente, os portugueses não podem “baixar os braços neste tempo tão difícil” e que “os portugueses estão a demonstrar grande civismo” ao irem votar em segurança na décima eleição para a Presidência da República.

“Era bom que as previsões da abstenção não se concretizassem. Os portugueses estão a fazer um esforço, numa altura de grande sofrimento, para irem votar e cumprir o dever cívico. E eu não podia deixar de o cumprir. Esperemos que os números de abstenção previstos não se concretizem”, frisou.

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