Centeno: “antevemos os próximos anos com estabilidade fiscal e melhoria nas pensões e salários”

No debate do Programa de Estabilidade, na Assembleia da República, Mário Centeno defendeu que os portugueses sabem que podem contar com um Governo que os prepara para o futuro e que colocou Portugal numa trajetória de estabilidade.

Cristina Bernardo

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou esta quarta-feira que a conjuntura económica atual permite antever que os próximos anos vão ser de estabilidade fiscal e melhoria das pensões e salários. Mário Centeno defendeu que os portugueses sabem que podem contar com um Governo que os prepara para o futuro e que deu cumprimento ao verdadeiro desígnio do Programa de Estabilidade.

“Neste Programa o país não precisa de demonstrar a ninguém como chega aos seus objetivos de médio prazo porque já lá estamos. Estamos nesse ponto porque temos contas equilibradas e, por isso, podemos antever os próximos anos com estabilidade fiscal e com continuação da melhoria das pensões, dos salários e do aumento do investimento público”, afirmou Mário Centeno, no debate do Programa de Estabilidade, que está esta quarta-feira em debate na Assembleia da República.

Mário Centeno sublinhou que “o país não quer voltar ao período em que, de calculadora na mão, se reviam as metas de estabilidade” e afirmou que “os portugueses sabem que podem contar com um Governo que os prepara para o futuro”. “Os portugueses sabem hoje que o Programa de Estabilidade, que aqui debatemos, espelha um plano orçamental credível para os próximos anos”, referiu.

“Fazemo-lo com a credibilidade de quem cumpre os seus compromissos, de quem desmente aqueles que não confiaram na capacidade do país de encontrar alternativas e na capacidade dos portugueses de ultrapassar os sacrifícios e projetar as suas escolhas para um futuro melhor. Fazemo-lo apresentando um Programa de Estabilidade que cumpre o seu verdadeiro desígnio, significando isso mesmo: estabilidade”, sublinhou o governante.

O Programa de Estabilidade apresentado pelo Governo mantém a meta de défice de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2019, depois de o Executivo socialista ter antecipado um excedente para 2020, de 0,3% do PIB. Já o crescimento da economia para este ano foi revisto em baixa para 1,9%, menos 0,3 pontos percentuais do que o Governo tinha antecipado.

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