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CEO do BPI: “Quero ser mais relevante em Portugal”

“Menos que determinada posição no mercado torna-nos menos competitivos, vamos tentar crescer mais do que os nossos concorrentes”, sublinhou.
31 Julho 2025, 12h51

O presidente executivo do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, apresentou hoje as contas do primeiro semestre, e foi questionado pelos jornalistas sobre a venda do Novobanco ao grupo francês, BPCE, numa operação onde o acionista do BPI, CaixaBank, esteve na corrida. “O meu mandato sempre foi o crescimento orgânico”, começou por dizer o CEO do BPI.

Sobre o caminho de crescimento do BPI em Portugal, João Pedro Oliveira e Costa remeteu que a estratégia de aquisições cabe ao acionista, mas reconhece a necessidade de crescer em Portugal. “Eu quero ser mais relevante em Portugal. É importante o BPI ter mais relevo”, disse o banqueiro.

“Menos que determinada posição no mercado torna-nos menos competitivos, vamos tentar crescer mais do que os nossos concorrentes”, sublinhou.

O BPI reconheceu que o Novobanco é um concorrente relevante.

Sobre o IPO (entrada em bolsa) do BFA, João Pedro Oliveira e Costa prevê que ocorra no fim de setembro. “É a maior operação em Angola e em África, é o melhor banco em Angola, a bolsa angolana ainda não tem um desenvolvimento significativo e por isso exigiu algum trabalho, mas estamos muito contentes”, disse o banqueiro que manifestou alguma preocupação com os recentes tumultos em Luanda que espera que sejam “passageiros”.

Já sobre o Governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, disse que é “de trato fácil e a sociedade precisa destas pessoas que não se colocam em pedestais”, afirmou o banqueiro que revelou que ficou “agradado” com o desempenho do economista quando foi Ministro da Economia.

João Oliveira e Costa diz que o currículo do economista-chefe da OCDE “fala por si”, mas prefere esperar um ano para ter uma opinião mais bem formada sobre o futuro Governador. “Daqui a um ano falamos”, disse admitindo que parte com “uma expectativa positiva”, disse.

O CEO do BPI elogiou Mário Centeno enquanto Governador do Banco de Portugal. “Apreciei muitíssimo a sua postura e comportamento. Foi claramente um grande agregador do sistema, é uma pessoa muito respeitada internacionalmente. Percebemos isso durante o período em que foi Governador e que nos deu muito prestígio”, disse elogiando “a independência e o caráter” de Mário Centeno.

Por isso João Pedro Oliveira e Costa disse que “espero que encontre um lugar disponível para que [Mário Centeno] possa contribuir para a sociedade como um todo, uma pessoa de tanto valor”, acrescentou.

O CEO do BPI, sem querer pronunciar-se sobre a decisão do Governo de não recondução do Governador do Banco de Portugal, disse que “houve outros casos no passado que se calhar não mereciam ter sido reconduzidos e foram-no por questões políticas”.

Sobre a garantia pública para o crédito jovem, o BPI revelou que já utilizou 62% da sua quota disponível para a garantia pública no crédito à habitação para jovens até aos 35 anos, tendo financiado 2.500 contratos com este programa.

Recorde-se que ao BPI coube de quota da garantia de 1,2 mil milhões de euros cerca de 150 milhões de euros.

João Pedro Oliveira Costa criticou a iniciativa da Autoridade da Concorrência  (AdC) de avança com inquérito setorial à banca de retalho e quer melhorar mobilidade dos clientes, considerando que é uma iniciativa que mina a “credibilidade”, da AdC e “das pessoas”. Isto é o CEO do BPI considera que “há um preconceito” na AdC.

“Não concordo que haja pouca mobilidade no sistema bancário”, disse.

(atualizada)


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