Cerca de 14 milhões de norte-americanos poderão perder os seus empregos devido à Covid-19

Os estados do Nevada, Montana e Havai serão os mais afetados, segundo os cálculos do Economic Policy Institute, dado estarem mais dependentes dos setores de lazer, hotelaria e retalho.

Pelo menos 14 milhões de postos de emprego nos Estados Unidos estão em risco de desaparecer já este verão, de acordo com as conclusões de um estudo do Economic Policy Institute (EPI), divulgado esta quarta-feira, pela “CNN”.

Caso os dados estejam corretos, isto representará uma perda de mais de 10% dos empregos registados no setor privado, escreve o relatório, que informa ainda que o setor do retalho, lazer e hotelaria serão os grandes afetados.

Estes setores “provavelmente serão afetados desproporcionalmente pelas medidas de distanciamento social necessárias para retardar” a pandemia causada pela Covid-19, argumenta Julia Wolfe e David Cooper, analistas económicos séniores do EPI.

“Estados como Nevada, Montana e Havai devem perder a maior percentagem dos seus empregos, porque grande parte da sua força de trabalho está empregada nos setores de lazer, hotelaria e retalho”, informam.

O documento explica ainda que nem o estimulo financeiro de 2 biliões de dólares (cerca de 1,85 mil milhões de euros) anunciado pela administração de Donald Trump vai ser suficiente para travar a perda de empregos. O EPI estima que serão necessários pelo menos 2,1 biliões de dólares (1,94 biliões de euros) em estímulos federais até ao final de 2020 para restaurar o país e evitar uma recessão económica agravada.

Mesmo com dois mil milhões de dólares, o grupo acrescentou que “muitas pessoas vão precisar de continuar sem trabalhar potencialmente durante meses, para impedir a propagação do vírus”.

Atualmente, os Estados Unidos são o terceiro país do mundo com mais casos confirmados pelo novo coronavírus. Os dados mais recentes dão conta de mais 11,075 nas últimas 24 horas, elevando para 54.856 o número de casos confirmados.

Em termos de mortes, foram registadas mais 225 vítimas mortais, fazendo um total de 780 vitimas mortais. Apesar de tudo, já existem pacientes com alta hospitalar desde de que foram registados os primeiros casos no país. Cerca de 379 pessoas conseguiram recuperar totalmente.

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