Cientistas de dados disputam competição da Galp em Sines

O desafio junta este fim-de-semana data sicentists de oito universidades portuguesas e estrangeiras que vão procurar otimizar a performance de uma unidade da refinaria.

Equipas de cientistas de dados de universidades de Portugal, Espanha e Inglaterra reúnem-se este fim-de-semana, 22, 23 e 24 de novembro, em Sines numa competição desenhada para otimizar processos industriais. No concreto, a competição, intitulada Datathon,  visa encontrar resposta para os desafios associados aos ciclos de trabalho de uma unidade processual da refinaria.

Os participantes representam oito instituições de ensino superior: Universidade de Valência, Universidade de Castilla-La Mancha, Liverpool John Moores University, Instituto Superior Técnico, Universidade de Coimbra, Universidade de Aveiro, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

As propostas das equipas são avaliadas por um júri, que, no final, atribuirá um prémio de 50 mil euros à equipa vencedora.

A competição integra-se na estratégia global da Galp para o desenvolvimento de soluções inovadoras que melhorem “a eficiência das suas operações e processos e que contribuam para a redução de custos”, explica a empresa em comunicado.

A iniciativa, explica ainda o documento, “traduz também o compromisso da empresa na sua abertura ao ecossistema global de inovação e um novo passo firme no reconhecimento do papel fundamental que o big data tem na procura de soluções para os desafios que a indústria energética enfrenta”.

“A Galp está empenhada em seguir a senda da transformação. É um processo irreversível, quer pelo caminho que a própria Galp estabeleceu para o seu futuro, quer pelas mudanças que atravessam toda a indústria. Os dados são o ‘new fuel’ e o ‘machine learning’, a inteligência artificial e outras técnicas analíticas permitem dar um salto qualitativo e mensurável no conhecimento na tomada de decisões inteligentes, que transformam o negócio. A indústria 4.0 é um claro exemplo de que a utilização destas técnicas facilita a convergência OT /IT (Operational technology/ Information technology)”, explica o Chief information and Digital Officer da Galp, Nuno Pedras.

A abertura a parcerias com a academia em áreas de vanguarda do conhecimento podem contribuir para acelerar este processo de transformação, adianta o responsável da petrolífera.

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