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​​​​Como baixar, de vez, a conta de eletricidade e gás

O mercado de energia registou uma inversão de tendência em julho: as tarifas fixas passaram a ser, para a maioria das famílias, a opção mais económica, relegando as tarifas indexadas para segundo plano. Segundo dados do ComparaJá, a mudança de fornecedor pode representar uma poupança anual superior a 720 euros.
14 Agosto 2025, 14h41

O mercado de energia registou uma inversão de tendência em julho: as tarifas fixas passaram a ser, para a maioria das famílias, a opção mais económica, relegando as tarifas indexadas para segundo plano. Segundo dados do ComparaJá, a mudança de fornecedor pode representar uma poupança anual superior a 720 euros.

Esta alteração mostra como é essencial acompanhar o mercado de perto. O que era a melhor opção no ano passado pode já não ser hoje. Uma decisão informada pode significar centenas ou mesmo milhares de euros poupados todos os anos”, afirma José Trovão, Head of Consumer Credit and Utilities do ComparaJá.

Tendência do mercado

A descida da competitividade das tarifas indexadas, aliada ao aumento do peso das tarifas fixas, beneficia sobretudo famílias com maior consumo energético. Em alguns casos, a diferença entre a tarifa mais barata e a mais cara pode chegar aos 60 euros por mês, valor com impacto significativo no orçamento familiar.

Comportamento dos consumidores

Em julho, 66,83% das trocas de fornecedor foram apenas de eletricidade, 29,13% de contratos duais (eletricidade + gás) e apenas 4,04% exclusivamente de gás natural.
No tipo de tarifário, a tarifa simples continua a dominar, representando 94,70% das adesões, enquanto a bi-horária ficou com 5,30% e a tri-horária não registou qualquer adesão.

Liderança por distrito

Lisboa mantém-se no topo das mudanças de fornecedor com 30,90% das trocas, seguida do Porto (17,38%). Fora das grandes cidades, Setúbal (10,14%), Braga (8,13%) e Aveiro (6,41%) mostram que a procura por poupança é uma tendência nacional.

Fonte: Análise de mercado ComparaJá

Preços mais competitivos em agosto de 2025

  • Casal sem filhos (160 kWh/mês): Plenitude – 33,96 €
  • Família típica (400 kWh/mês): EDP – 74,36 €
  • Família numerosa (908 kWh/mês): Plenitude – 193,86 €

Nos três perfis analisados, a diferença para a opção menos competitiva chega a dezenas de euros mensais.

Mais poupança ao alcance

Descontos por débito direto, fatura eletrónica ou contratação de serviços combinados podem reduzir ainda mais a fatura, ultrapassando os 20% em alguns casos. Contudo, nem sempre estes benefícios estão visíveis nos sites das fornecedoras, o que reforça a necessidade de comparar antes de decidir.


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