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Cotadas do PSI apontam incêndios florestais como o maior risco climático

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) publicou esta terça-feira o Relatório Anual sobre a Exposição do Mercado de Capitais ao Risco Climático. Na edição deste ano são analisados alguns dos riscos físicos que podem afetar os organismos de investimento alternativo (OIA) em ativos imobiliários nacionais e os emitentes que compõem o índice PSI.
30 Dezembro 2025, 22h32

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) publicou esta terça-feira o Relatório Anual sobre a Exposição do Mercado de Capitais ao Risco Climático. Na edição deste ano são analisados alguns dos riscos físicos que podem afetar os organismos de investimento alternativo (OIA) em ativos imobiliários nacionais e os emitentes que compõem o índice PSI.

Os riscos físicos associados a incêndios florestais são apontados como “os mais preocupantes” por 14 empresas do índice PSI nos seus relatórios de sustentabilidade, segundo o Relatório Anual sobre a Exposição do Mercado de Capitais ao Risco Climático da CMVM.

“Os eventos climáticos extremos podem afetar diretamente infraestruturas e recursos necessários à atividade económica, bem como ter impactos imediatos e severos – por vezes duradouros – na economia e na sociedade, nomeadamente a nível do risco que colocam em termos da continuidade operacional de diversas atividades”, refere a CMVM.

“A existência de riscos físicos é, assim, um fator determinante na definição de políticas públicas, nomeadamente de ordenamento do território, regulação de utilização de recursos e adoção de medidas de prevenção ou mitigação do impacto desses mesmos riscos”, acrescenta.

Da análise efetuada, o relatório destaca algumas conclusões em relação aos fundos de investimento que investem em ativos imobiliários. Assim, as vulnerabilidades identificadas diferem consoante o tipo de utilização dos imóveis e a sua localização, embora o risco médio agregado seja diminuto; o risco de incêndio e o relativo ao stress hídrico são aqueles relativamente aos quais os OIA imobiliários nacionais revelam maior exposição pela localização dos imóveis em áreas com maior probabilidade de ocorrência deste tipo de eventos; e a importância da adoção de medidas, a nível nacional ou local, que permitam mitigar estes riscos ou o impacto da sua materialização.

Em relação às entidades emitentes do PSI, as conclusões a destacar são que entre os riscos físicos são de realçar os associados ao aumento da temperatura, em particular os incêndios florestais; na avaliação qualitativa das eventuais consequências inclui-se a possibilidade de disrupção da atividade e a danificação de ativos, provocadas por eventos climáticos extremos; e a redução das emissões de GEE como sendo o principal compromisso assumido pelas referidas entidades.

O Relatório visa contribuir, quer para um melhor conhecimento sobre a exposição aos riscos climáticos, quer para suscitar a reflexão sobre a sua gestão, explica a CMVM que salienta a importância de uma transição para uma economia mais sustentável e advoga o papel do mercado de capitais como meio necessário para o adequado financiamento dessa transição.

O regulador está comprometido com um mercado de capitais assente em boas práticas e em informação de qualidade, que permita aos investidores tomar decisões de investimento informadas e mais adequadas aos seus objetivos e perfis de investimento.


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