Covid-19: CDS-PP considera medidas de apoio à economia “insuficientes” e promete apresentar mais

Porta-voz dos centristas Cecília Anacoreta Correia diz que o Governo escolheu a “via de mais endividamento para as empresas” ao permitir que dois terços das contribuições sociais e impostos sejam pagos no segundo semestre em vez de fazer um “choque de tesouraria”.

Cecília Anacoreta Correia
Cecília Anacoreta Correia, porta-voz do CDS-PP

O CDS-PP reagiu neste sábado ao pacote de medidas de apoio às empresas e famílias apresentadas na noite de sexta-feira pelo primeiro-ministro António Costa, considerando-as “insuficientes para minimizar os danos que a atual situação está a causar às famílias e às empresas”. De igual modo, na declaração da nova porta-voz do partido, Cecília Anacoreta Correia, foi anunciado que os centristas apresentarão novas propostas neste âmbito, visto que o caminho de recuperação dos efeitos da pandemia da Covid-19 “faz-se unindo forças e somando esforços”.

Apesar da oferta de colaboração, a porta-voz do CDS-PP criticou o Governo por ter escolhido aquilo que descreveu, numa referência à possibilidade de adiar dois terços dos pagamentos de contribuições sociais e impostos para o segundo semestre, como “a via do adiamento no pagamento de impostos e de mais endividamento para as empresas“. Algo que Cecília Anacoreta Correia considerou “desadequado num momento em que sobretudo as pequenas e médias empresas se encontram paradas e a acumular prejuízos”.

“É urgente fazer um choque de tesouraria para que as empresas não fechem portas, apoiar trabalhadores para não perderem os seus empregos, sobretudo os precários, medidas de apoio aos milhares de profissionais liberais e outros prestadores de serviços a recibos verdes, e aos empresários que encerram os seus estabelecimentos mas mantém os encargos e não têm com que pagar salarios”, disse a porta-voz dos centristas.

Recomendadas

Estudo revela que três em cada dez startups do Porto correm o risco de fechar

O relatório “Impacto da Covid-19 nas Startups do Porto”, elaborado pela Porto Digital, FES Agency e Aliados Consulting, revela que 31,7% das startups têm até três meses de capital disponível.

PremiumMontepio Crédito defende CFEI para capitalizar empresas

Pedro Gouveia Alves realça que este instrumento de crédito fiscal já deu provas positivas em 2014. Autonomia financeira do setor ronda apenas os 20%.

PremiumProibição dos festivais até ao final de setembro “é uma catástrofe para centenas de empresas”

Todos os serviços que estão integrados na realização de um festival musical estão a ser afetados pela lei que proíbe a realização desse tipo de eventos.
Comentários