Num panorama de subida das taxas de juro, os bancos estão a tentar tornar mais atrativas as condições do crédito à habitação. Por esse motivo já existem spreads de 0,75%. Ainda assim, estes não estão disponíveis para todos os contratos, e dependem do cumprimento de determinados limites relativos ao LTV (loan-to-value), taxa de esforço e prazo do financiamento, assim como à contratação de produtos associados, como é o caso dos seguros.
De acordo com o Doutor Finanças, trata-se de uma situação que merece a atenção das famílias portuguesas. Para aquelas que têm crédito à habitação, será útil procurar perceber se é possível baixar os juros do empréstimo.
Importa também saber quais são as condições do financiamento e tentar chegar a soluções que permitam reduzir os encargos financeiros.
Em casos de um crédito habitação contraído há vários anos, o spread deverá ser muito superior aos valores que a maioria dos bancos pratica na atualidade. Há dez anos, por exemplo, o spread médio aplicado aos novos contratos com taxa variável rondava os 3%, num contexto de taxas Euribor historicamente baixas. Os bancos restringiam o montante de crédito alocado, tinham maior prudência na concessão do mesmo e colocavam maiores constrangimentos ao financiamento.
Pode por isso ser vantajoso transferir o crédito à habitação no caso de ser viável mudar para melhores condições. Para tal, importa comparar ofertas e escolher aquela que melhor se adeque às características do crédito e às necessidades do consumidor, lembra o Doutor Finanças.
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