Crédito para estudar: qual a oferta em 2021?

Está a pensar em regressar aos estudos? Conheça aqui a ampla oferta de crédito para estudar que diversas instituições disponibilizam.

Já pensou em regressar aos estudos, no entanto não tem possibilidade de comportar os custos associados a esta atividade? Seja para uma licenciatura, um mestrado ou outro tipo de formação, existe uma ampla oferta de crédito para estudar em diversas instituições financeiras.

Neste artigo da autoria do ComparaJá.pt damos a conhecer a oferta de crédito pessoal com finalidade para ensino em Portugal, em 2021, de forma a facilitar a sua escolha e realizar o seu sonho de voltar à universidade.

Quais as vantagens de um crédito para estudar?

O crédito para estudar tem uma panóplia de benefícios que vale a pena conhecer. Desde logo, destaca-se o facto de apresentar taxas de juro mais competitivas comparativamente com as do crédito ao consumo tradicional, o que torna o custo total do empréstimo (MTIC) mais baixo, permitindo ao consumidor pagar uma prestação mensal mais reduzida.

Consoante a oferta de cada instituição financeira, é possível ter acesso a um período de carência de capital, ou seja, pode optar por pagar mensalidades mais reduzidas durante um determinado período de tempo durante o qual apenas pagará os juros. No entanto, escolher um período de carência implica que, após esses meses, o consumidor terá de pagar uma mensalidade significativamente mais elevada.

Outras entidades bancárias permitem que o crédito para estudar apenas comece a ser amortizado após o término no curso, permitindo aos estudantes uma maior flexibilidade financeira durante os estudos.

Para além disso, este tipo de financiamento abrange prazos de pagamento bastante flexíveis, normalmente até 10 anos. Também os montantes do crédito para estudar são para todas as necessidades dos consumidores, variando entre os mil euros e os 75 mil euros, conforme a instituição financeira.

O que é necessário para solicitar este tipo de empréstimo?

Para que o cliente possa ver o seu crédito para estudar aprovado, deve cumprir um conjunto de requisitos exigidos pelos bancos, nomeadamente:

  • Ser maior de idade;
  • Apresentar uma declaração de inscrição num Instituto Politécnico ou Universidade, podendo ser em Portugal ou no estrangeiro;
  • Não ter o seu nome na Lista Negra do Banco de Portugal.

Não obstante, poderão ser pedidos alguns documentos extra em situações específicas: por exemplo, para se conseguir aceder a uma bonificação na taxa de juro (TAEG) devido a bom aproveitamento escolar, as instituições financeiras pedem comprovativos das notas do estudante.

Quais as soluções de crédito para estudar que existem?

Vejamos o exemplo do Filipe, um engenheiro informático com um rendimento mensal líquido de 1.200 euros, que pretende tirar um mestrado em Gestão para conseguir a posição desejada numa consultora de IT.

Ele irá necessitar de 15 mil euros para o pagamento do curso, que custa 7 mil euros, e para conseguir cobrir outras despesas, nomeadamente alojamento e material escolar.

Neste sentido, o Filipe optou por comparar as soluções do mercado de crédito para estudar, definindo o prazo de pagamento nos 60 meses. Percebeu, no entanto, que ainda existem diversas instituições financeiras que oferecem este tipo de financiamento, logo, faz sentido comparar cada uma das opções.

Crédito Formação | 15.000€ a 60 meses

InstituiçãoTAEGMensalidadeMTICCondições Específicas
Cetelem – Crédito Formação1,10%250,00€15.396,00€Isento de comissão de débito.
Crédito Agrícola – Crédito ao Consumo – Ensino3,15%270,53€16.833,14€Permite a escolher entre a taxa fixa e taxa variável (A taxa variável é indexada à Euribor a 12 meses);
Permite incluir 2 proponentes.
Santander – Crédito Pessoal Formação4,90%273,82€16.863,10€Pode optar por carência de capital, entre 1 a 48 meses;
Se tiver 14 valores no ano letivo anterior ou se domiciliar o seu ordenado, pode obter uma taxa de juro mais vantajosa;
Pode optar pelo financiamento de encargos e despesas e/ou inclusão de um seguro de vida.
Banco Montepio – Crédito Formação5,00%271,37€16.870,31€Pode optar pelo financiamento de encargos e despesas e/ou inclusão de um seguro de vida e ou acidentes pessoais.
Caixa Geral de Depósitos – Crediformação Caixa5,00%279,98€17.182,75€Requer a contratação de um seguro de vida numa seguradora à escolha. O seguro de vida é condição obrigatória para montantes superiores a 7500€;
Possibilidade de carência de capital durante a frequência do curso e até 1 ano após a sua conclusão.
Cofidis – Crédito Pessoal Formação6,20%282,66€17.355,60€Isento de comissão de abertura.
  • Dados retirados a 6 de setembro de 2021 dos websites das instituições financeiras que permitem realizar simulação online de crédito formação.

Analisámos quatro instituições financeiras que oferecem crédito para estudar e que permitem realizar simulação online nos seus sites.

De entre as ofertas apresentadas destaca-se a Cetelem com o seu produto de Crédito Formação que, para além de ser a opção com uma mensalidade mais baixa e custo total de crédito mais reduzido, apresenta uma TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) bastante competitiva e o cliente pode beneficiar de uma isenção da comissão de débito.

Se estiver à procura de uma opção que oferece a possibilidade de carência de capital pode optar pelo Crediformação Caixa da Caixa Geral de Depósitos ou o Crédito Pessoal Formação do Santander, sendo que este último apresenta uma mensalidade mais baixa entre os dois empréstimos.

Já a oferta de Crédito Pessoal Formação da Cofidis, apesar de ter a TAEG mais elevada de todas as opções, acaba por ser a única que possíbilita a isenção da comissão de abertura.

Para além das opções acima descritas, existem ainda outras instituições financeiras que apresentam a modalidade de crédito formação contudo não dispõem de simulador, sendo estas:

  • Novo Banco;
  • Millennium bcp;
  • BPI;
  • ActivoBank;
  • Abanca.

Nesta análise às diversas soluções é importante que se atente não só à taxa de juro, mas também às flexibilidades concedidas por cada instituição no que toca, por exemplo, a bonificações do spread, de forma a reduzir-se ao máximo o custo final do crédito.

Para além disso, os estudantes devem também procurar pela existência de outras opções disponíveis, nomeadamente bolsas concedidas pelo Estado ou por instituições privadas.

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