CTT, Galp e papeleiras pressionam bolsa portuguesa

No PSI 20, quinze empresas cotadas desvalorizam, duas valorizam e uma negoceia sem variação.

O principal índice bolsista português (PSI 20) perde 0,85%, para 5.241,68 pontos, em linha com as principais praças europeias esta segunda-feira, 27 de janeiro. No PSI 20, quinze empresas cotadas desvalorizam, duas valorizam e uma negoceia sem variação.

Os títulos do BCP (-0,63%), dos CTT (-2,48%), da Galp (-1,49%) e das papeleiras Altri (-2,38%), Navigator (1,80%) e Semapa (-0,77%) são as que mais pressionam a bolsa portuguesa.

Apenas a Ibersol e a Corticeira Amorim apresentam ganhos.

A bolsa portuguesa acompanha a tendência das principais congéneres europeias, “numa sessão onde os investidores estão de olhos postos no aumento do número de pessoas infetadas com o coronavírus”, segundo o Mtrader do Millennium BCP, Ramiro Loureiro. De acordo com a Reuters, o coronavírus já infetou 2.794 pessoas em 14 países. Só na China contam-se 2.737 pessoas infetadas.

Segundo os analistas do BPI, a propagação do coronavírus pode ser um problema para os mercados: ” a atividade dos fabricantes de artigos de luxo europeus poderá ser afetada por este novo vírus, pois diversas marcas têm uma forte presença em Hong Kong e nas principais cidades chinesas. Estas cidades são a meta de muitos chineses que aí se deslocam para comprar os artigos de luxo europeus, quer para consumo próprio quer para revenda nas suas cidades de origem. Se entre a população se alastrar o receio de viajar então a compra de artigos europeus irá ressentir-se. Se começarem a despontar receios de um possível impacto da coronavírus na economia chinesa e noutras economias do sudeste asiático, as vendas poderão atingir igualmente os sectores mais expostos a estas economias: automóvel, mineiro, industrial, etc.”.

Esta semana os mercados Hang Seng e Shanghai estão fechados devido às celebrações do novo ano chinês.

 

 

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