Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa | A+
Venceu as eleições contra todas as expectativas. O mandato ficou marcado pelo lixo abundante e pela propaganda excessiva. O acidente no Elevador da Glória parecia o ato final de um mandato sem brilho, apenas mediano, mas o instinto político de Moedas impôs-se. A confiança que transmite permitem-lhe apontar mais alto.
Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto | A+
Eis outro político da fornada AAA que garante futuro ao PSD. Dizia-se que era um desconhecido no Porto, ao contrário do sabe-tudo Manuel Pizarro. Fez uma campanha exigente, ele que organizara a de Marcelo, e concentrou-se nos assuntos que importam aos portuenses. É um político bloco-central – o horror para a velhacaria do Chega, mas é o que o país precisa.
Manuel Castro Almeida, ministro da Economia | A-
O Governo quer reduzir procedimentos para encurtar os prazos das revisões dos PDM e garantir “uma menor demora na atribuição de licenças de construção”. O ministro conhece bem o país e melhor ainda o Estado. Quer resolver, mas num estilo sóbrio que ajuda a mover vontades e sem ruturas. Mas fica o aviso: ele vai mexer no quintal de muita gente.
Ana Paula Martins, ministra da Saúde | D
No papel, tinha tudo para ser uma ótima ministra. Sabia de saúde pública, conhecia as pessoas, estava cheia de vontade. A escolha da equipa (terá sido sua?) foi o primeiro sinal de ocaso. Seguiu-se a sucessão de casos e zero soluções. Agora ficou a saber-se que a dívida aos privados atingiu o nível mais alto dos últimos sete anos. Mais um grupo de ex-aliados furiosos.



