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E se as esculturas falassem? É o que acontece nos jardins de Versalhes

As esculturas neste imenso ‘museu’ a céu aberto que são os jardins do Palácio Versalhes, a poucos quilómetros de Paris, transformam-se em interlocutores da História e nos guias dos visitantes que queiram explorar os recantos do seu vasto parque. A inteligência artificial ajuda.
Parterre d’Eau, Versailles
8 Agosto 2025, 17h13

 

 

Dizer “Versalhes” transporta para um mundo de tons dourados, espelhos, salas e salas a perder de vista, sumptuosidade e louvor ao Rei Sol, Luís XIV, o monarca francês que mandou construir o Palácio Versalhes. Serviu como principal residência da corte francesa e foi sede de governo durante mais de cem anos. Aí se reuniram também os Estados Gerais a partir da Revolução Francesa. E foi classificado Património Mundial pela UNESCO em 1979, juntamente com o parque que lhe serve de enquadramento e se espraia por por 800 hectares.

Não vamos fazer uma visita guiada ao Palácio. Vamos, sim, explorar os jardins projetados pelo famoso arquiteto André Le Nôtre, em busca das fontes e esculturas escondidas nos mais diversos recantos, alinhadas junto às árvores ou que emergem da água em belos “bassins”. Contemplar é sempre uma opção. Ou pode experimentar conversar com algumas das mais de 400 esculturas que existem nos jardins de Versalhes. Como? Através do dispositivo desenvolvido pela empresa americana de sistemas de inteligência artificial OpenAI e uma start-up francesa, a Ask Mona.

Foi colocado um código QR junto de um conjunto de esculturas selecionadas para este efeito, que permite ao visitante iniciar um diálogo por telemóvel em francês, inglês ou espanhol. As estátuas dotadas de inteligência artificial (IA) estão preparadas para responder a diferentes perguntas sobre a sua história e outros temas.

Se estiver pela capital francesa, além da frescura que os bosques de Versalhes garantem, uma visita a um dos monumentos mais conhecidos em todo o mundo – o Palácio de Versalhes é visitado, anualmente, por mais de oito milhões de turistas – tem agora o ‘plus’ de propor conversas amenas com as suas esculturas.


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