O presidente-executivo da EDP – Energias de Portugal, Miguel Stilwell d’Andrade, defende que as autoridades em Portugal e Espanha têm de criar condições para incentivar o investimento na rede elétrica, que é antiquada e está a ser sobrecarregada com o crescimento da eletrificação.
Em Espanha, o regulador está a propor para o novo quadro regulatório, de 2026 a 2031, um aumento de 0,88 pontos percentuais da taxa de retorno sobre a base de ativos (RAB, no acrónimo em inglês), para 6,46%, mas que ficará, mesmo assim, abaixo da média europeia que é superior a 7%.
Em Portugal, a diferença é maior, porque o retorno se situa, no atual quadro, em 5,42%.
“Consideramos que é essencial rever em alta o retorno sobre os ativos agora, nesta próxima revisão regulatória”, afirma Miguel Stilwel d’Andrade, em declarações ao Jornal Económico (JE). “Achamos que deve ser revisto em alta para níveis, no mínimo, em linha com a média europeia”, acrescenta.
Esta questão tem sido colocada recorrentemente e foi-o agora, de novo, na apresentação dos resultados semestrais da EDP Renováveis, a 30 de julho, e do grupo EDP, esta quinta-feira, 31 de julho.
“Uma taxa que seja atrativa para investir é essencial neste momento”, sublinha Stilwell d’Andrade, apontando a necessidade de “fomentar a transição energética nas redes”, mas também o seu reforço. “É importante robustecer as redes”, afirma.
Deste lado da fronteira, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) dará a conhecer a sua proposta em dezembro, enquanto do outro lado o regulador tem a sua em consulta pública.
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