EISAP quer introduzir bandeira verde no transporte marítimo

Esta bandeira verde serviria para assegurar um Registo Internacional de Navios (MAR) com navios com bom desempenho ambiental e social, e a penalização de embarcações que não cumprissem com essas normas.

Darren Whiteside/Reuters

Como método para responder à cada vez maior preocupação com o ambiente o secretário-geral da European International Shipowners Association of Portugal (EISAP), Nuno Mendão, diz que a organização apresentou uma proposta no final de 2020 ao Ministério do Mar para a criação de um conceito de bandeira verde, de modo a que Portugal tenha um Registo Internacional de Navios (MAR) mais sustentável do ponto de vista ambiental e social.

“São um conjunto de medidas que achamos que devem ser introduzidas no Registo Internacional de Navios (MAR), de modo a que este se posicione como uma bandeira verde, que seja social e ambientalmente responsável. A proposta passa por atuar a vários níveis, definir como critérios para a aceitação de navios no MAR, navios com bom desempenho ambiental e sociais. Tripulações devidamente pagas com condições de trabalho. Os portos implementarem sobretaxas para navios com menor desempenho ambiental e/ou social Tudo isso entra na questão da sustentabilidade, quer social quer ambiental”, explica Nuno Mendão sobre algumas das medidas que podem fazer parte deste conceito de bandeira verde.

Com a introdução deste conceito, pretende-se que a “bandeira portuguesa seja exemplo nesta área”, reforça o secretário-geral da EISAP.

Estas preocupações ambientes vieram introduzir uma “transformação profunda” da indústria, sublinha Nuno Mendão, que acrescenta que “tudo isto começa” com um consumidor que é mais consciente do ponto de vista social e ambiental.

“A indústria tem de acompanhar este fenómeno”, defende Nuno Mendão.

“Isto faz com que haja uma renovação  de frotas. A frota do MAR tem uma idade média de cerca de 8,5 anos, Isto é muitíssimo bom. É uma idade muito baixa”, explica.

O secretário-geral da EISAP que que a regulamentação que está a ser imposta na Europa, de modo a que se reduza as emissões de CO2” “cria uma dinâmica que permite ter navios com melhor desempenho”.

Consulte a edição do Económico Madeira, de 12 de fevereiro.

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As alterações agora introduzidas reduzem a taxa devida pelo registo inicial de um navio ao montante de um euro, no caso de tratar-se de titular de trinta registos anteriores, e reduzem a 50% a taxa de manutenção anual, relativa ao primeiro ano e seguintes, quando devida por titular de trinta registos anteriores.
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