O secretário-geral da European International Shipowners Association of Portugal (EISAP), Nuno Mendão, vê o ‘Green Deal’, que traça metas para a melhoria do impacto ambiental de modo a que se alcance a neutralidade climática, como uma grande oportunidade de transformação do setor do transporte marítimo. Esta onda verde já está a inundar esta atividade económica, explica Nuno Mendão, quer pela via da renovação de frotas como da substituição de equipamentos mais poluentes.
“O mercado está em processo de adaptação a esta onda verde. A própria indústria tem por objetivo reduzir em 50% as emissões de CO2 até 2050”, explica Nuno Mendão.
Numa tentativa de dar resposta às preocupações ambientais, Nuno Mendão diz ainda que navios que estão a ser construídos de base “já estão a ter em conta essa regulamentação”, e que já existem motores que permitem utilização de energias alternativas, enquanto que noutros navios já estão a ser efetuadas mudanças que permitem a redução do impacto ambiental.
Transporte marítimo enfrenta maior alteração desde a introdução do motor a vapor
“Isto é importante. A indústria do transporte marítimo está a sofrer a maior alteração desde a introdução do motor a vapor nos navios. Se calhar a maior transformação que a indústria está a sofrer neste momento e que vai sofrer nos próximos anos”, afirma o secretário-geral da EISAP.
“Isto faz com que muitos armadores com frotas mais velhas, com menor desempenho desse ponto de vista, precisem de substituir a sua frota”, acrescenta.
Nuno Mendão diz que nos próximos anos, vai-se assistir no setor a “muitos armadores a abater os seus navios, mais antigos e a comprar navios novos”.
Consulte a edição do Económico Madeira, de 12 de fevereiro.
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