Emília Cerqueira diz que validou “inadvertidamente” a falsa presença de José Silvano no Parlamento

A deputada do PSD diz que utilizou a palavra-passe do colega para “consultar documentos”, tendo validado assim “inadvertidamente” a falsa presença em reunião plenária no Parlamento. “É uma situação surrealista”, afirma Cerqueira, criticando a “polémica” gerada em torno do secretário-geral do PSD. E revela que também partilha a sua palavra-passe com outros deputados.

A deputada do PSD, Emília Cerqueira, em conferência de imprensa no Parlamento, diz que validou “inadvertidamente” a falsa presença do colega José Silvano na reunião plenária de 18 de outubro. “Não há uma palavra-passe para as presenças, há uma palavra-passe para acesso aos computadores”, explicou Cerqueira. Ao aceder ao computador de Silvano, no dia 18 de outubro, para “consultar documentos”, a deputada terá validado a presença do colega, “sem consciência” de que o estaria a fazer, garantiu.

Cerqueira fez questão de sublinhar que Silvano não lhe pediu para validar a presença, tal como o próprio assegurou ontem. E revelou que partilha a sua palavra-passe com outros colegas, também com o objetivo de “partilhar informação” e “aceder a documentos”. O Jornal Económico confirmou entretanto junto de outros deputados que é verdade que, ao aceder ao computador, a presença em reunião é validada no sistema informático.

A polémica das falsas presenças de Silvano no Parlamento teve origem num artigo do jornal “Expresso” (edição de 3 de novembro), segundo o qual Silvano faltou a duas reuniões plenárias (nos dias 18 e 24 de outubro) mas foi validado como presente no registo informático do Parlamento. Silvano admitiu desde logo a ausência no dia 18 de outubro, mas deu explicações contraditórias quanto ao dia 24 de outubro. Na conferência de imprensa desta tarde, porém, Cerqueira não esclareceu se validou a presença de Silvano nesses dois dias, ou apenas no dia 18 de outubro. E criticou a polémica gerada, considerando que “é uma situação surrealista”.

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