[weglot_switcher]

ERSE recomenda maior prudência no investimento previsto para o setor do gás

O Regulador recomenda uma redução de 43% no investimento até 2030 – de 163,2 milhões de euros para 92,7 milhões de euros.
14 Outubro 2025, 11h46

No dia 10 de outubro, a ERSE publicou o seu parecer sobre o Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Transporte, Infraestruturas de Armazenamento e Terminais de GNL (PDIRG 2025), para o período 2026-2035, recomendando uma redução de 43% no investimento até 2030 – de 163,2 milhões de euros para 92,7 milhões de euros – e o adiamento de intervenções não urgentes. A entidade reguladora sublinha ainda que a adaptação da rede a misturas de hidrogénio deve depender da comprovação da viabilidade técnica e económica desses projetos.

“O parecer da ERSE vem reforçar a nossa posição: o investimento nas redes de gás deve ser significativamente restringido, garantindo apenas o necessário para satisfazer as necessidades atuais e assegurando uma transição energética justa e eficiente”, afirma Miguel Macias Sequeira, investigador no CENSE NOVA FCT e vice-presidente do GEOTA.

“A crescente eletrificação de edifícios, transportes e indústria, aliada à incerteza sobre o futuro dos gases renováveis, vai reduzir o consumo de gás fóssil tendo em vista o cumprimento dos objetivos de descarbonização de Portugal”, acrescenta Miguel Macias Sequeira.

De acordo com o comunicado da GEOTA, em 2024, o regulador já havia considerado insustentável a longo prazo o investimento proposto pelos 11 operadores das redes de distribuição de gás, que previa 382,1 milhões de euros e 1 380 km de nova rede. Na altura, a ERSE recomendou uma redução entre 28% e 54% no investimento, alertando para o risco de ativos encalhados – uma preocupação que o GEOTA tem vindo a salientar de forma consistente.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.