Espanha: maioria quer governo de coligação entre o PSOE e o Podemos

Segundo o estudo, nenhum partido conseguiria uma maioria absoluta num cenário de novas eleições, o que é uma má notícia para Pedro Sánchez, apesar de esperadas.

As opiniões dos espanhóis sobre a formação do próximo governo estão muito divididas, de acordo com um inquérito realizado Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS), mas uma maioria de 26,4% quer um executivo de coligação entre o PSOE, que ganhou as eleições sem maioria absoluta, e o Podemos, a quarta força mais votadas.

Do outro lado, apenas 20,2% dos espanhóis prefeririam um governo apenas do PSOE, com o apoio ocasional de outros partidos. Uma fatia de 16,1% preferia ainda um governo de coligação entre o PSOE e o Ciudadanos, um cenário totalmente bloqueado. A alternativa de um governo do PSOE e Podemos com o apoio de partidos nacionalistas não independentistas 15,8% de opiniões favoráveis; e a de um executivo socialista com o Podemos e o apoio expresso das formações separatistas é o favorito de 10,6% dos espanhóis (as duas opções juntas são aquelas que somam 26,4%).

O CIS, organismo oficial, afirma por outro lado que, após as eleições gerais realizadas em 28 de abril, “nenhum partido ou força política pode alcançar a maioria absoluta”.

Quanto às eleições, uma maioria de 27,1% referiu que a principal razão para votar a 28 de abril foi impedir que os partidos de direita ganhassem. O estudo do CIS pede a avaliação dos líderes políticos e, nessa quadro, o socialista Pedro Sánchez está em primeiro lugar com um 5.1 pontos, na frente de Albert Rivera, com um 4,2, Pablo Iglesias com um 4.1, e depois Pablo Casado (PP) com um 3.6 e Santiago Abascal (Vox) com um 2.8 pontos.

Por outro lado, 74,8% dos entrevistados responderam o seu voto não foi influenciado pela crise na Catalunha e só 24% admitem que isso os afetou. Mesmo assim, a maioria dos entrevistados, 15,7%, admite que a questão mais discutida durante a campanha eleitoral foi a questão territorial na Espanha, numa provável alusão à Catalunha. Desemprego ou disputas políticas vêm a seguir

Entre os espanhóis que não hesitaram em votar, 69,1% responderam que haviam decidido antes da campanha e 15,7% admitiram que resolveram no último dias ou na última semana.

Ler mais
Recomendadas

Covid-19: Senadores do Brasil lançam manifesto em defesa do isolamento social

O manifesto sublinha que a experiência dos países que estão com um nível de contágio mais avançado deixa claro que, face à inexistência de uma vacina contra o vírus, a medida mais eficaz para minimização dos efeitos da pandemia é o isolamento social.

Covid-19: República Checa prolonga confinamento até 11 de abril

O Governo checo prolongou hoje, até 11 de abril, as medidas de confinamento destinadas a combater a propagação do novo coronavírus.

Contabilização de vítimas mortais em alguns países europeus pode ser falível, alertam epidemiologistas

Um dos exemplos indicados por estes especialistas é o Reino Unido que, até ter sido declarada pandemia, não registava a causa direta da infeção quando um paciente falecia por infeção respiratória, a menos que fosse uma doença de notificação obrigatória como a malária ou tuberculose.
Comentários