Estado da Nação: Chega diz que Governo tem de pedir desculpa aos portugueses. IL critica não execução e cativação das despesas de investimentos

André Ventura referiu que o “primeiro ministro devia estar a pedir desculpa por 7,2% de desemprego e por 60% de empresas que faliram ao longo dos últimos três meses. Já Cotrim Figueiredo da IL optou por centrar-se na “austeridade”.

No debate sobre o Estado da Nação o líder do Chega, André Ventura, pediu ao Governo que pedisse desculpas aos portugueses pelas metas não cumpridas, enquanto o representante da Inciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, criticou a não execução e cativação de “boa parte das despesas de investimentos”.

Durante a sua intervenção, André Ventura referiu que o “primeiro ministro devia estar a pedir desculpa por 7,2% de desemprego, por 60% de empresas que faliram ao longo dos últimos três meses, por dois terços das empresas não conseguirem pagar despesas e por um quinto das empresas segundo o último relatório conseguirem pagar salários”.

Além do pedido de desculpas, Ventura destacou os apoios aos polícias, que considerou insuficientes. O presidente do Chega lembrou que o ministro da Administração Interna “prometeu subsídio de risco aos polícias, mas que deu 80 euros em 14 meses, 80 euros depois de uma luta de 20 anos”.

Por sua vez, o líder da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, começou a sua intervenção por mencionar que “ao fim de quase 2 horas deste debate [concluo] que isto é uma autêntica sessão de propaganda do Governo e da bancada do partido socialista”. Para Cotrim Figueiredo este “conjunto de narrativas não podem condicionar o Estado da Nação”.

Em alternativa, João Cotrim Figueiredo criou outras narrativas. Na primeira, descreveu que “a minha austeridade é melhor que a outra e corresponde a esta tese de que o Governo do partido socialista virou a página da austeridade e por isso chegou ao primeiro super avit da historia da democracia”.

“Não se lembra no entanto de explica como chegou a esse défice: não executando e cativando boa parte das despesas de investimentos e bater regularmente recordes de carga fiscal em anos sucessivos”, completou.

Quanto à segunda narrativa, a que João Cotrim Figueiredo chamou de “a culpa é do Passos”, consiste em “dizer que cada coisa está mal pelo menos no tempo da troika estava pior”.

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