Estados Unidos acusam Huawei de roubar informações e colaborar com Irão e Coreia do Norte

Foram apresentadas 16 acusações de conspiração para roubar segredos comerciais e violar a lei das organizações corruptas influenciadas pelo crime organizado (RICO) contra a Huawei, bem como duas delegações da tecnológica nos Estados Unidos.

O Governo dos EUA acusou a gigante chinesa de telecomunicações Huawei de roubar segredos comerciais e de manter negócios ilegais com a Coreia do Norte e ajudar o Irão a realizar vigilâncias internas, segundo conta o jornal espanhol “Expansión”.

Foram apresentadas 16 acusações de conspiração para roubar segredos comerciais e violar a lei das organizações corruptas influenciadas pelo crime organizado (RICO na sigla inglesa) contra a Huawei, bem como duas delegações da tecnológica nos Estados Unidos. Uma das acusações refere-se a uma alegada prática de fraude e engano, tecnologia avançada e propriedade intelectual inadequadamente apropriadas das empresas americanas, informou o Departamento de Justiça.

Na sua acusação, produto de uma longa “investigação independente” realizada pelo Governo dos EUA, o Departamento de Justiça garante que a propriedade intelectual obtida ilegalmente pela Huawei inclui “segredos comerciais e materiais protegidos pelos direitos de autor, como códigos-fonte e manuais de utilizadores e tecnologia de antena”.

O Governo norte-americano também acusou a Huawei de trabalhar em projetos comerciais e tecnológicos em países sujeitos às suas sanções ou da ONU, como o Irão e a Coreia do Norte. Sobre o Irão recai a acusação de ajudar o governo a realizar vigilâncias internas durante as manifestações em Teerão em 2009, através da empresa Skycom, uma das delegações não oficiais da Huawei, que de resto já foi negada pela tecnológica.

De acordo com o Governo dos EUA, para alcançar os seus objetivos, a Huawei realizou “acordos de confidencialidade com os proprietários de propriedade intelectual” e, posteriormente apropriou-se e recrutou funcionários de outras empresas para serem estes a apropriarem-se da propriedade intelectual dos seus antigos empregados.

“A Huawei supostamente lançou uma política que institui um programa de bónus para recompensar os funcionários que obtiveram informações confidenciais dos seus concorrentes”, revelou o Departamento de Justiça. Outras delegações mencionadas na acusação são a Huawei, a Skycom e o CFO da Huawei, Wanzhou Meng.

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