Estados Unidos e China vão chegar a acordo mas não será duradouro e robusto, antevê banco BiG

No ‘outlook’ para 2020, os analistas defendem que será improvável que Pequim e Washington cheguem a um consenso suficiente para reverter as taxas aduaneiras impostas antes.

Guerra Comercial EUA-China

As tensões comerciais entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China e a volatilidade dos mercados a elas associadas continuarão em 2020, anteveem os analistas do banco BiG. No Outlook para o próximo ano, a instituição financeira prevê que as duas maiores potências mundiais cheguem a acordo, mas não será duradouro e robusto (ou seja, que reverta as taxas aduaneiras impostas antes).

Segundo o BiG, a primeira fase desse consenso deverá acontecer até ao próximo dia 15 de dezembro, adiando, assim, as últimas tarifas anunciadas. É neste contexto económico que Donald Trump deverá novamente entrar na corrida à Casa Branca, mas não terá a campanha tão facilitada caso venha a ser, efetivamente, candidato.

Por exemplo, dos sete estados que eram tradicionalmente democratas e nas últimas eleições transitaram para o Partido Republicano cinco têm previsões de contração económica.

“No entanto é notório que, tanto os democratas como os republicanos, defendem políticas de expansão fiscal que irão sustentar a economia americana. Devido a políticas mais radicais como o imposto sobre patrimónios avultados e maior regulação nos mercados de capitais, a candidatura de Elizabeth Warren ou de Bernie Sanders representam a maior ameaça para o sentimento do mercado”, escrevem os especialistas do BiG.

Recentemente, o crescimento do PIB dos EUA no terceiro trimestre de 2019 foi revisto em 2,1%, de 1,9%, acima das previsões dos analistas de Wall Street. Segundo o Bureau of Economic Analysis (BEA), este aumento deveu-se ao consumo privado e público – neste momento, o consumo interno representa cerca de 70% de toda a economia de Terras do Tio Sam.

Para a economia norte-americana, o BiG considera que, enquanto a vertente doméstica se mantiver resiliente, “será improvável uma contração significativa da economia”. “A confiança do consumidor continua extremamente positiva, devido a aumentos nos rendimentos das famílias”, referem os analistas, realçando que, mesmo com a desaceleração da produção industrial, não se observam ameaças ao crescimento do PIB.

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