Angola prepara-se para renovar por 25 anos a Estratégia de Longo Prazo (ELP) para o desenvolvimento do país, depois do falhanço de parte do programa de 2000 a 2025. O documento está em consulta pública desde o final de fevereiro e, mais do que estender a estratégia existente, procura adaptá-la a uma nova realidade, diagnosticando o que falhou na primeira abordagem e projetando uma economia diversificada e robusta. Os desafios serão muitos e pouco distintos dos vividos até agora, alertam os especialistas, sobretudo para um país tão dependente de matérias-primas.
Lançado em 2000, o ELP previa três fases: a primeira, até 2006, visava a ‘Paz, Reconstrução Nacional e Crescimento Económico’; seguiu-se, até 2015, a fase de ‘Modernização e Desenvolvimento’; finalmente, o programa acabaria com uma fase para ‘Consolidação do Desenvolvimento’, que deveria correr até 2025. No entanto, o próprio Governo angolano reconhece que “as metas da segunda e terceira fases ficaram aquém das expectativas, com elevada assimetria de resultados ao nível dos diferentes sectores”, o que justifica a necessidade de prolongar o plano.
Urge, portanto, um diagnóstico do que falhou, bem como uma maior monitorização das metas intermédias a cumprir, ao contrário do que sucedeu até aqui. O documento aborda “as alterações registadas nos contextos interno e internacional, iniciadas em 2008 e aprofundadas a partir de 2014, após a queda brusca do preço do petróleo, justificavam a realização da prevista ‘Avaliação de Meio Percurso’ da anterior Estratégia, que acabou por não ser realizada e comprometeu o alcance das metas das fases dois e três”.
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