EUA: Pedidos de subsídio de desemprego sobem inesperadamente até aos 744 mil

Apesar da subida, esta é a sétima semana em que o indicador fica abaixo dos 800 mil, o que permite algum otimismo perante a retoma de grande parte da economia. Adicionalmente, alguns economistas apontam para entupimentos nos serviços públicos que poderão estar a causar números mais elevados do que a realidade.

Estados Unidos | Getty Images

O número de americanos a submeter pedidos de subsídio de desemprego subiu na semana terminada a 3 de abril até aos 744 mil, bem acima das expectativas do mercado e do último valor divulgado, que foi revisto em alta pelo Departamento do Trabalho dos EUA.

Os analistas apontavam para 675 mil novos pedidos, segundo a média calculada pela TradingEconomics, isto depois de terem visto as suas expectativas defraudadas na semana anterior, quando a previsão de novos mínimos foi largamente ultrapassada. Os 719 mil novos desempregado na última semana completa de março foram agora revistos em alta para 728 mil.

Outro fator que contribuía para o otimismo das previsões prende-se com os números da criação de emprego em março, que haviam sido divulgados na semana passada. Estes revelaram o mais elevado ritmo de criação de postos de trabalho em meses, aumentando a esperança numa aceleração na retoma do mercado laboral, que tem sido desfasada da recuperação do resto da economia.

Havia assim, na última semana completa de março, 3,73 milhões de subsídios a pagamento, o valor mais baixo desde a chegada da pandemia à maior economia do mundo. No entanto, a queda foi modesta, com apenas menos 16 mil pessoas a receberem este apoio federal.

O esquema de assistência pandémica, que inclui trabalhadores que não se qualificam para o subsídio federal de desemprego por terem já esgotado o período a que têm direito a este ou por serem trabalhadores independentes, verificou também uma ligeira descida no número de pedidos de ajuda, que se ficaram pelos 237 mil na última semana de março, pouco abaixo dos 241 mil registados na semana anterior.

A recuperação económica americana continua um passo à frente da laboral, o que justifica os avisos da Reserva Federal sobre o risco de desemprego, mas este número marca a sétima semana consecutiva em que o indicador fica abaixo dos 800 mil, um sinal que permite algum otimismo. Adicionalmente, alguns economistas apontam para uma persistência de números elevados causado pelo entupimento dos serviços nalguns estados, como cita a CNBC.

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