EUA: PIB avança 2,1% em cadeia e pedidos semanais de subsídio de desemprego em mínimos de 1969

O mercado laboral norte-americano continua a dar sinais de melhorias, apesar das dificuldades de contratação em várias indústrias. Já o crescimento ficou ligeiramente abaixo do previsto, mas reflete a resistência do consumo privado face à pressão nos preços na maior economia do mundo.

O PIB norte-americano cresceu 2,1% em cadeia no terceiro trimestre, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Departamento do Comércio daquele país, o que resulta numa variação homóloga de 4,9%. Este resultado fica ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, cujo levantamento do portal Investing colocava nos 2,2%.

Estes dados foram divulgados em conjunto com uma série de outros indicadores macro, dado que os próximos dias serão de feriado nacional no país, para a celebração do Dia de Ação de Graças.

O crescimento do PIB agora divulgado parece escapar parcialmente às perturbações sentidas em várias indústrias, onde a escassez de materiais e o aumento dos custos da energia tem levado a uma inflação que preocupa alguns investidores e analistas. Apesar disto, o consumo privado acelerou 1,7% em relação à última leitura, mostrando a resistência dos consumidores norte-americanos à pressão nos preços.

Assim, o Departamento do Trabalho divulgou igualmente o número de novos pedidos de subsídio de desemprego, que atingiram um mínimo desde 1969, com apenas 199 mil norte-americanos a requererem o apoio federal na semana terminada a 20 de novembro. Esta é a sétima semana consecutiva de descidas neste indicador, colocando a sua média móvel a quatro semanas em valores abaixo dos registados em 2019, quando o país vivia uma situação de pleno emprego.

Para os pedidos semanais de subsídio de desemprego, a expectativa era de 260 mil para a leitura conhecida esta quarta-feira.

Apesar desta melhoria, o mercado laboral da maior economia do mundo continua a debater-se com dificuldades na contratação, com muitos norte-americanos a optarem por ficar fora da força de trabalho no país após o impacto inicial da pandemia. Em outubro, os EUA criaram 531 mil postos de trabalho, sendo que a expectativa para novembro é de mais meio milhão.

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