EUA: Senado aprova novo pacote de estímulos de 1,9 biliões de dólares

O voto duramente partidário resultou na aprovação, após longas negociações, de um novo pacote de estímulos à economia mais afetada no mundo pela Covid-19 que coloca a resposta pandémica em 4,95 biliões de euros até agora.

Senado dos Estados Unidos

Foi aprovado este sábado pelo Senado dos EUA o pacote de estímulos à economia do país mais afetado do mundo pela pandemia de Covid-19. O plano, que vale uns estimados 1,9 biliões de dólares (1,59 biliões de euros), foi aprovado por 50 votos a favor contra 49, numa votação de acordo com a divisão partidária da câmara alta do Congresso norte-americano.

Este programa inclui cheques de 1.400 dólares (1.175,57 euros) pagos diretamente à maioria dos residentes do país, um acréscimo de 300 dólares (251,81 euros) semanais de subsídio federal de desemprego e 350 mil milhões de dólares (293,77 mil milhões de euros) em ajudas aos governos estatais e órgãos locais, conforme detalha a Reuters.

O acréscimo federal de apoio ao desemprego, que é pago em cima do estatal, foi o principal ponto de desacordo entre as duas bancadas. A proposta inicial, enviada ao Senado pela Câmara dos Representantes, previa 400 dólares (335,74 euros) semanais, montante que acabou por cair para 300 dólares após longas negociações entre democratas e republicanos.

A lei baixará agora novamente à Câmara dos Representantes, onde deverá receber luz verde esta semana, apesar das alterações. De seguida será enviada ao presidente, que a pretende promulgar antes de expirarem os atuais acréscimos de benefícios, a 14 de março.

De resto, a aprovação deste pacote, o maior na história norte-americana, foi feita sem qualquer voto a favor de senadores republicanos. Mitch McConnell declarou, após a votação, que esta é a primeira vez que o Senado gasta “2 mil milhões de dólares [1,68 mil milhões de euros] de forma tão nefasta ou desorganizada”. Os republicanos defendiam apoios que representariam um gasto de um terço do agora aprovado.

Do lado democrata, o líder e senador por Nova Iorque, Chuck Schumer, defendeu que este programa é “o remédio” que o povo americano necessita. Ainda assim, propostas como a subida do salário mínimo para 15 dólares (12,59 euros) à hora tiveram de cair, tal como o montante inicial para o subsídio de desemprego, numa negociação dura que marcou a votação mais longa da história do Senado dos EUA, com 11 horas e 50 minutos.

A longa noite negocial colocou as fações moderada e progressista do Partido Democrata em debate, com senadores mais virados ao centro como Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, a mostrarem preocupações com um possível sobreaquecimento da economia em resultado da magnitude dos apoios mobilizados.

Este novo pacote de recuperação da maior economia do mundo coloca assim a resposta pandémica em 5,9 biliões de dólares (4,95 biliões de euros), depois dos cinco anteriores.

[notícia atualizada às 19h00]

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