F. Ramada assegura controlo de 99% da Socitrel

Esta aquisição irá permitir à Ramada Investimentos diversificar a sua actividade industrial entrando numa nova área de negócio, mas está ainda dependente da autorização da Autoridade da Concorrência.

A F. RAMADA – Investimentos, SGPS, informou há minuotos o mercado que chegou a acordo para obter o controlo por via indirecta de 99% do capital social da sociedade SOCITREL – Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A.

“A transação será objecto de notificação prévia à Autoridade da Concorrência, nos termos previstos no regime jurídico da concorrência, e, por esta razão, condicionada à decisão de não oposição da Autoridade da Concorrência”, explica a empresa do Grupo Cofina no comunicado enviado à CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

O mesmo documento sublinha que esta aquisição, cujo valor não foi revelado, “irá permitir à Ramada Investimentos diversificar a sua actividade industrial entrando numa nova área de negócio”.

A Socitrel dedica-se ao fabrico e comercialização de arames de aço, para aplicação nas mais diversas áreas de actividade designadamente indústria, agricultura e construção civil.

Em julho de 2015, decorrente das dificuldades financeiras em que se encontrava, a Socitrel submeteu um Processo Especial de Revitalização (PER), o qual foi homologado pelo Tribunal competente em Novembro de 2015.

Em 15 de março de 2016 transitou em julgado a sentença que homologou o mencionado plano de recuperação da Socitrel, estando este processo totalmente concluído.

“Em 30 de Junho de 2017, a Socitrel apresentava um volume de negócios de 20 milhões de Euros e EBITDA (resultados antes de gastos financeiros, impostos e amortizações e depreciações) de um milhão de euros. Aquela sociedade apresenta ainda um passivo bancário de médio e longo prazo no montante de 18 milhões de Euros com maturidade em Dezembro de 2026, vencendo-se a primeira tranche em Dezembro de 2020”, explica o referido comunicado da Ramada Investimentos.

Ler mais
Recomendadas

Mutualista diz que fusão do Montepio com BCP colide com os interesses dos associados

“O Banco Montepio dispõe de soluções de capital ajustadas às suas necessidades e encontrará o seu próprio caminho de estabilização”, garante a instituição liderada por Virgílio Lima. “Uma fusão desta natureza corresponderia à sua descaracterização, algo que colide com os interesses da Associação e dos associados”, defendem.

Grupo Os Mosqueteiros investe 25,3 milhões para abrir mais seis lojas Intermarché em Portugal

Este investimento irá permitir a criação de 265 novos postos de trabalho de norte a sul do país, asseguram os responsáveis do grupo francês de distribuição.

Tribunal espanhol adia audições dos responsáveis do CaixaBank sobre compra do BPI

Segundo a agência Efe, problemas técnicos impediram a audição telemática do presidente da Criteria e ex-presidente do CaixaBank. O julgamento que está em curso desde 2018 decorre de uma queixa de acionistas minoritários que se sentiram lesados com algumas operações inerentes à compra do BPI em 2017.
Comentários