Fesap: ”É um orçamento de continuidade e sem grande novidade”

”O Orçamento de Estado dá continuidade ao período mais longo da democracia sem qualquer aumento salarial. Não podemos estar contentes. É uma desilusão a ausência de propostas concretas.” revelou João Abraão, em declarações ao Jornal Económico.

Dinheiro Vivo

João Abraão, dirigente da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP), referiu, esta terça-feira, ao Jornal Económico, estar desiludido com a ausência de uma proposta em concreto para o aumento dos salários dos trabalhadores da Função Pública.

”Trata-se de um orçamento de continuidade e sem grande novidade. Dá continuidade ao período mais longo da democracia sem qualquer aumento salarial. Queríamos propostas concretas e não existem. Não sei se o Governo está empenhado para houver aumentos salariais a todos os trabalhadores. Essa é a grande questão. Há um congelamento nos salários. Esperemos que as negociações continuem”, revelou o dirigente ao semanário, pouco depois da apresentação do Orçamento do Estado para o próximo ano (OE2019).

”Não havendo alteração nos escalões de IRS receamos, sinceramente, que muitos dos trabalhadores que passam por mudanças de remuneração, possam ser confrontados com a necessidade de terem de pagar mais IRS. E isso é uma preocupação séria”, sublinhou João Abraão.

O líder da FESAP mostrou-se ainda preocupado com o conjunto de trabalhadores que não têm aumento salarial desde 2009: “Isto leva-nos a concluir que os salários da função publica vão continuar a degradar-se por falta de aumentos. É uma desilusão a ausência de propostas concretas. O aumento dos salários na administração publica? Não sei se haverá”, explicou.

Esta manhã, na conferência de imprensa de apresentação do OE2019, o ministro das Finanças português, Mário Centeno, confirmou que há uma verba de 50 milhões destinada a aumentos para os trabalhadores do Estado.

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