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Fortinet alerta que cibercrime está em constante evolução

As principais conclusões do estudo realizado indicam que, apesar da confiança em métodos tradicionais, os cibercriminosos estão a especializar-se em ataques de maior dimensão, utilizando serviços como o Cybercrime-as-a-Service (CaaS) e manuais avançados para combinar ameaças digitais e físicas.
10 Dezembro 2024, 18h07

A Fortinet, através do FortiGuard Labs, divulgou o seu relatório com as Previsões de Ciberameaças para 2025, revelando que os cibercriminosos estão a aperfeiçoar as suas táticas clássicas, focando-se em ataques maiores e mais ousados, com uma melhor taxa de sucesso.

As principais conclusões do relatório indicam que, apesar da confiança em métodos tradicionais, os cibercriminosos estão a especializar-se em ataques de maior dimensão, utilizando serviços como o Cybercrime-as-a-Service (CaaS) e manuais avançados para combinar ameaças digitais e físicas.

Entre as tendências emergentes para 2025, destaca-se, por exemplo, a maior especialização da cadeia de ataque, com os cibercriminosos a concentrarem-se em fases de reconhecimento, permitindo ataques mais direcionados e eficientes. Espera-se que os grupos de CaaS se especializem em segmentos específicos da cadeia de ataque.

Por outro lado, as infraestruturas em cloud estão a despertar interesse crescente entre os cibercriminosos, com um aumento nas vulnerabilidades específicas destes ambientes.

Além disso, o mercado da Dark Web oferece uma vasta gama de ferramentas de ataque, e a utilização de inteligência artificial para automatizar processos, como o reconhecimento em redes sociais, está a aumentar.

É ainda mencionado que os cibercriminosos estão a integrar ameaças físicas nas suas táticas, combinando ciberataques com crimes transnacionais, como tráfico e contrabando.

Relatório da Fortinet realça, contudo, que a comunidade de cibersegurança está a evoluir em resposta às novas estratégias dos atacantes, com um foco crescente em colaborações globais e parcerias público-privadas.

A Fortinet sublinha a importância da colaboração entre o setor e os esforços conjuntos para antecipar e interromper as atividades dos cibercriminosos. A cibersegurança deve ser encarada como uma responsabilidade coletiva, envolvendo formação contínua e a adoção de práticas rigorosas em toda a organização, acrescenta.

 

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